Boicote ameaça futebol na Espanha e Itália

Os dois principais centros do futebol europeu enfrentam revolta dos clubes a poucos dias do início da temporada. Na Itália, 19 dirigentes da Série B disseram nesta sexta-feira que seus times não entram em campo se o torneio tiver 24 participantes em vez dos 20 tradicionais e previsto no regulamento original. Na Espanha, 30 equipes, das Séries A e B, ameaçam greve se não tiverem melhor acordo com para ceder direitos de transmissão dos jogos pela televisão.A polêmica italiana parece longe de encerramento. As vagas oferecidas a Genoa, Catania, Salernitana e Fiorentina, no meio da semana, só serviram para aumentar o descontentamento. A cúpula do futebol no país imaginava que a virada de mesa fosse a saída para evitar batalha judicial com o Catania, rebaixado para a Série C, mas que reclamava permanência na B por se sentir prejudicado.A emenda só tornou a situação mais explosiva. Em reunião de emergência, nesta sexta, em Milão, 19 integrantes da Série B (o Como se absteve) reafirmaram disposição de não jogar o campeonato, que começa no dia 29, nem de participar da Copa Itália. Eles tiveram apoio de Ancona, Brescia, Empoli, Modena, Sampdoria e Chievo, todos da Série A. O bloco dos revoltados quer a volta da fórmula inicial, além da demissão de Franco Carraro, presidente da Federação Italiana de Futebol.Na Espanha, a questão é dinheiro. Os times foram liberados para negociar individualmente com as tevês, mas não gostaram das ofertas que receberam. Por isso, pedem interferência da federação local para que seja alcançado acordo coletivo. O descontentamento pode levar também à suspensão da primeira rodada das Séries A e B, nos dias 30 e 31.Real Madrid, Barcelona e Valencia não assinaram o documento, porque obtiveram acordos vantajosos, não só na Espanha como no Exterior. Por isso, ficaram fora da polêmica.

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