Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Boicote funciona e clássico tem 301 torcedores do São Paulo

Organizada não vai ao jogo em protesto aos ingressos de R$ 200

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

26 Março 2015 | 15h13

Apenas 301 torcedores do São Paulo estiveram no Allianz Parque, nesta quarta-feira, para acompanhar a derrota do time para o Palmeiras por 3 a 0, pelo Campeonato Paulista. A pouca presença se deu pelo boicote comandado pela Torcida Independente, a principal organizada do clube, contra o preço de R$ 200 cobrado pelos ingressos.

De acordo com o boletim financeiro divulgado pela Federação Paulista de Futebol (FPF), os são-paulinos compraram 116 bilhetes a R$ 200 e outros 185 a R$ 100, preço estipulado para meia-entradas. Como a partida teve o público de 25.804 pagantes, a presença tricolor equivaleu a apenas 0,01% dos torcedores presentes.

Horas antes da partida a Independente publicou no Facebook um protesto em que convocava os associados a não irem ao estádio e sugeria a devolução para quem já tivesse comprado entradas. Na sequência, a Mancha Alvi Verde, organizada do Palmeiras, escreveu comunicado para demonstrar apoio à decisão da torcida adversária e criticou o valor dos ingressos, por temer que o São Paulo possa fazer represálias e também cobrar caro pelas entradas dos palmeirenses em um próximo clássico. 

O clássico com o São Paulo foi o que teve o valor mais alto do ingresso neste ano no Allianz Parque. Os mesmos R$ 200 foram cobrados inicialmente também para as partidas contra Corinthians e Ponte Preta, mas nas duas ocasiões os clubes alvinegros pediram desconto e conseguiram a redução para R$ 100.

A presença de são-paulinos ficou abaixo até mesmo das torcidas de times do interior que atuaram como visitante no estádios, como os casos do XV de Piracicaba (410 torcedores) e do Osasco Audax (1.121). Os corintianos levaram a maior quantidade de visitantes: 1,5 mil.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.