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Boleiros invadem leste europeu

Eles vestem os uniformes da Croácia, Bósnia-Herzegovina, Hungria e Ucrânia, mas a aparência e o sotaque revelam que ali estão uns estrangeiros. Na verdade, um brasileiro que se naturalizou e agora veste o uniforme de outro país. Esse é o caso de jogadores como o carioca Da Silva, Ricardo Baiano (de Ilhéus), o brasiliense Leandro Almeida e o gaúcho Diogo Rincón.Dos quatro, o gaúcho Diogo Rincón, de 24 anos, é uma exceção. O atacante foi para o Dínamo de Kiev há dois anos e meio, é mais conhecido no Brasil e ainda não está naturalizado. Apenas houve a consulta se gostaria defender a seleção da Ucrânia e Diogo Rincón não hesitou. "Já pensou fazer uma dupla com o Shevchenko (do Milan)? Esse foi um dos motivos pelos quais aceitei me naturalizar", justificou.Os outros três brasileiros, no entanto, embora desconhecidos no Brasil, já possuem participações nas seleções. A trajetória é semelhante: foram cedo para a Europa, sofreram para se adaptar ao país e ao clube, se destacaram e receberam convite para se naturalizar - um bom negócio para a seleção nacional, que ganha mais uma opção, e para o jogador, que assegura um passaporte comunitário.O próximo passo é mudar para um centro mais competitivo. O "bósnio" Ricardo Baiano já passou por esta etapa. Ajudou o time Siroki Brijeg a ser campeão nacional e acabou se transferindo para o futebol russo, no Kuban Krasnodar. "Jogar na Bósnia é uma vitrine. Muitos olheiros vinham nos observar. O futebol russo é melhor, tem mais craques. O segredo é jogar bem. Com o destaque no seu time, vêm os convites", explicou.Rixa - Leandro Almeida tem pensamento semelhante. Seu contrato com o Ferencvaros termina em junho de 2005. Já foi procurado para renovar, mas hesita. "Os dirigentes me contaram que uns olheiros portugueses vieram me observar. Eu gosto daqui, mas se tiver oportunidade de ir para um clube melhor não vou desperdiçar a chance. Se não aparecer nada, eu renovo", fala Léo, como é conhecido pelos húngaros. "Fui muito bem recebido pela Hungria e devo muito a este país. Quero retribuir da melhor forma possível. Tudo que sou, consegui aqui."O carioca Da Silva, que já defendeu a Seleção Sub-21 da Croácia, já assimilou o nacionalismo dos croatas. "Nós não gostamos dos sérvios", disse sobre a rivalidade entre os dois países em entrevista à Jovem Pan.

Agencia Estado,

25 de outubro de 2004 | 09h11

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