Bolívar quer título na quarta como presente de aniversário

Se alguém chegar ao Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, e perguntar por Fabian Guedes, certamente vai receber uma resposta negativa. Isto porque quase ninguém sabe que este é o nome de batismo do zagueiro Bolívar, apelido que herdou de seu pai, ex-lateral-esquerdo do Grêmio na década de 70.Titular absoluto e incontestável de Abel Braga, Bolívar, que na próxima quarta-feira, dia do segundo jogo da final da Libertadores da América contra o São Paulo, completará 26 anos, comemora e vibra com o melhor momento de sua carreira: "Tudo isto está acontecendo graças ao Abel, que me fixou como zagueiro titular após a pré-temporada, no começo do ano. Ele é muito importante para mim e me devolveu a confiança para jogar futebol".E realmente a vida de Bolívar mudou desde a chegada do atual treinador, que viu nele, que tem 1,85m e 75kg, características ideais para sair da lateral direita, sua posição original, para jogar dentro da área. "Tem postura e imposição para atuar de zagueiro. Dificilmente perde bola no jogo aéreo", salientou Abel.Bolívar começou sua carreira nas categorias de base do Guarany, de Venâncio Aires (RS), passou pelo Grêmio, Brasil de Pelotas e Joinville, antes de chegar ao Inter, em 2003. "Como lateral, dificilmente jogava. Às vezes, nem na reserva ficava", confessou, constrangido, o jogador.É por isso que Bolívar, um dos melhores do time na vitória de 2 a 1 no primeiro jogo da final, na semana passada, quando controlou bem a movimentação tanto de Ricardo Oliveira quanto de Aloísio, não quer falar de seu aniversário e nem da sua quase certa transferência para o Monaco, da França, após a Libertadores, por R$ 11 milhões. "O negócio, agora, é treinar e pensar só no São Paulo. Depois vamos ver o que acontece", disse o precavido zagueiro, que espera comemorar o título no estádio como Bolívar e, em casa, como Fabian.

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