Bolívia pede suspensão das Eliminatórias se veto for mantido

Federação Boliviana de Futebol pressiona a CSF para mandar jogos acima dos 3.500 metros; CBF é contra

EFE

23 de abril de 2008 | 14h54

A Bolívia pediu à Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF) a suspensão da quinta e sexta rodadas das Eliminatórias da Copa de 2010 caso a Fifa mantenha o veto ao estádio Hernando Siles da cidade de La Paz, segundo uma fonte oficial.O presidente da Comissão Permanente de Defesa da Altura, Guido Loayza, disse à Agência Efe que o pedido se fundamenta no acordo assumido na CSF por nove países da América do Sul, com exceção do Brasil, para permitir a realização de partidas na capital boliviana. "Se nove países têm uma opinião sobre jogos em La Paz e supondo que a Fifa não autoriza isso, as próximas rodadas deveriam ser suspensas", disse o dirigente.A comissão é formada por dirigentes esportivos da Bolívia, representantes do Governo e da prefeitura de La Paz. A Fifa pediu na semana passada à Federação Boliviana de Futebol(FBF) a mudança da sede de seus jogos alegando que os jogadores são liberados por seus clubes quatro dias antes dos encontros, e para jogar em La Paz se exige uma adaptação prévia de duas semanas.O pedido da Fifa foi rejeitado pelos dirigentes de futebol e pelo presidente do país, Evo Morales, para quem foi uma "provocação à nação, às famílias e aos seres humanos" que vivem na altitude.A Bolívia afirmou que a sede de suas partidas nas Eliminatórias é La Paz, situada a 3.600 metros acima do nível do mar. Em junho, a equipe boliviana recebe Chile e Paraguai, cujos dirigentes aceitam jogar no Hernando Siles.Os dirigentes bolivianos pediram à Organização Mundial Saúde (OMS) que se pronuncie sobre os argumentos a Fifa contra a altitude. A FBF também solicitou à Fifa que inclua na agenda de seu próximo congresso, que será realizado em maio na cidade australiana de Sydney, o debate sobre os jogos em altitudes extremas.Além disso, o presidente da FBF, Carlos Chávez, deve se reunir nos próximos dias com dirigentes de Argentina, Chile e Brasil para pedir apoio aos jogos em La Paz.

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