Reprodução/Twitter
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Bolsonaro diz que vai apelar para questão humanitária com Putin para perdão de brasileiro preso

Presidente da República promete conversar com governo russo para tentar trazer Robson Oliveira para o Brasil. Entenda o caso

Emilly Behnke / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2020 | 10h52
Atualizado 06 de outubro de 2020 | 13h26

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo apelará para a "sensibilidade" e "questão humanitária" para a liberação do brasileiro Robson Oliveira, preso na Rússia. O chefe do Executivo disse nesta terça-feira, 6, que tem um bom relacionamento com o presidente russo, Vladimir Putin, com quem vai para pleitear o perdão do motorista preso desde o ano passado. Mais cedo, o presidente publicou em suas redes sociais sobre o caso e disse que iria tentar um contato com Putin.

"Nós vamos, se Deus quiser, conseguir sensibilizar o presidente Vladimir Putin. Eu tenho um bom relacionamento com ele. A gente vai apelar para a questão humanitário para ver se a gente consegue trazer ele para cá", disse para apoiadores na saída do Palácio da Alvorada. 

Bolsonaro informou que está em contato com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e que ainda esta semana poderá conversar com o embaixador da Rússia no Brasil sobre o assunto. "O caminho é diplomático, o perdão. Até porque já existe precedente." 

Em fevereiro de 2019, o motorista Robson Oliveira foi preso por portar remédio com substância de uso proibido na Rússia, mas permitida no Brasil. O motorista levava o medicamento Mytedom 10mg (cloridrato de metadona) para a utilização pelo sogro do meio-campista Fernando. Robson era motorista do jogador. 

Na conversa com apoiadores, o presidente também falou sobre reeleição e voltou a indicar incerteza se concorrerá nas disputa eleitoral de 2022. Em tom de ironia, ele citou que caso não seja candidato existe "gente boa" para a população votar, citando, na sequência, Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e o governador de São Paulo, João Dória.

Campanha

Nas redes sociais, personalidades do esporte fizeram na semana passada campanha com hashtag #JustiçaPorRobson pedindo a liberdade do brasileiro na Rússia. Também via redes sociais, o jogador Fernando pediu a ajuda do presidente Bolsonaro e rebateu críticas de que não tem contribuído para ajudar o ex-funcionário. "É mentira quando dizem que não estou fazendo nada para ajudá-lo", disse em publicação no Instagram. O atleta afirmou que tem pago os custos com advogados de Robson na Rússia e no Brasil.

"Como disse anteriormente, estou fazendo o que está ao meu alcance para ajudar o Robson a provar sua inocência, mas a questão é extremamente complexa e precisa de um envolvimento, de uma força maior, no caso a do governo brasileiro. Tentei entrar em contato diretamente com deputados, senadores, mas não obtive êxito. Por isso, convido vocês a realizarmos juntos também um movimento para entrar nas redes sociais do presidente Bolsonaro e de outras autoridades brasileiras pedindo para que elas intervenham efetivamente no caso do Robson", afirmou Fernando.

Agenda

Bolsonaro receberá nesta tarde o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), no Palácio do Planalto. Também participam da reunião com o governador os ministros Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Eduardo Pazuello (Saúde), Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Ao longo do dia, o presidente também tem reuniões individuais com os ministros Onyx Lorenzoni, da Cidadania, Milton Ribeiro, da Educação, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo.

 

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