Bom Senso critica ausência de clubes em assembleia da CBF por Liga Sul-Minas-Rio

O Bom Senso FC, movimento de jogadores que reivindica melhorias no futebol brasileiro, soltou nota para criticar a assembleia geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizada na terça-feira para decidir pelo aval ou não à criação da Liga Sul-Minas-Rio. De acordo com os atletas, a Profut - a lei que possibilita o refinanciamento da dívida fiscal dos clubes - foi desrespeitada.

Estadão Conteúdo

28 de outubro de 2015 | 11h14

"Apenas as 27 federações estaduais foram convocadas, numa afronta clara à recém sancionada Lei do Profut, que prevê a obrigatoriedade da participação das 27 federações mais os 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro em assembleias desta natureza", reclamou o Bom Senso, em comunicado curto.

O movimento lembra que a Profut modifica o parágrafo 2° do artigo 22 e o artigo 22-A Lei Pelé, definindo que "o colégio eleitoral será integrado, no mínimo, pelos representantes das agremiações participantes da primeira e segunda divisões do campeonato de âmbito nacional (no caso o Brasileirão)".

Reunidos em assembleia geral na sede da CBF, os presidentes das federações estaduais foram unânimes em dizer que não se opõem à liga e a sua competição, desde que ela respeite o que rege os estatutos da CBF e das federações.

Na prática, isso já obrigaria à liga a mudar a tabela de jogos apresentada na segunda-feira, que prevê rodada nos dias 27 e 28 de janeiro, período que o calendário do futebol brasileiro reserva para a pré-temporada. Além disso, a CBF não quer mais tratar do assunto com o CEO da Liga, Alexandre Kalil, que na semana passada declarou que "a casa dos 7 a 1 não quer saber do futebol brasileiro".

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