Bonamigo pode sair se perder do Botafogo

A permanência do técnico Paulo Bonamigo no Palmeiras estará em jogo nas próximas duas partidas do time no Campeonato Brasileiro. O presidente Affonso Della Mônica já está sendo muito pressionado por conselheiros a trocar o treinador por Leão, que está disponível. A idéia é aguardar o jogo contra o Botafogo, domingo. Em caso de vitória, o técnico garante sobrevida para o "teste final", contra o Corinthians e se perder deixa o Parque Antártica. O técnico só sai antes se pedir demissão. Bonamigo acredita que o time pode melhorar nos três próximos jogos do Campeonato Brasileiro, pela ordem, Botafogo, Corinthians e Fortaleza. O que treinador, no entanto, esqueceu foi do pedido feito à torcida após a vitória sobre o Santos dia 29 de maio: que começassem a julgar o rendimento do Palmeiras depois de uma seqüência 40 dias de trabalho, que terminam na véspera do clássico contra o Corinthians, dia 10. Restam ainda 13 dias para que o técnico dê ao time o que prometeu: uma "cara" para o restante do Brasileiro. Na semana que passou, o técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Bernardinho, apelidou o bloqueio de sua equipe de "vaga-lume" por seus momentos brilhantes intercalados com outros de total apatia. O mesmo termo pode ser aplicado ao time do Palmeiras, que reveza grandes apresentações, como nas vitórias sobre Santos e Vasco, com atuações apagadas ou irregulares, como as do Coritiba e do Paysandu, ontem em Belém. O resultado é que o time e, especialmente, o técnico Paulo Bonamigo, não têm sossego. Hoje, um dia após a derrota de virada por 2 a 1 para o time paraense, o treinador voltou a enfrentar perguntas sobre uma possível demissão em caso de nova derrota do Palmeiras no Campeonato Brasileiro. E manteve o discurso de sempre. "Se eu estivesse sentindo que minha presença estaria atrapalhando o grupo seria o primeiro a pedir o boné." Sobre o jogo, não quis apontar culpados pela reação do Paysandu em seis minutos, classificou como "coisas do futebol", uma vez que o time não soube aproveitar as oportunidades de ampliar o placar. Sobre essa situação de instabilidade, o diretor de futebol Salvador Hugo Palaia confirmou que o técnico continua prestigiado, uma vez que o projeto do Palmeiras é a montagem de uma equipe a médio prazo. Mas questionado sobre a garantia de manter Bonamigo nas próximas três partidas, admitiu que o futebol é muito instável e por isso não há como ter certeza absoluta do futuro da equipe em três jogos. O meia Juninho não escondeu a revolta com a derrota para o Paysandu. "Nem sempre quem joga melhor sai com a vitória", disse o jogador. "Agora a gente tem de ficar uma semana com essa derrota na cabeça, uma derrota injusta no meu modo de entender", lamentou o meia, lembrando que a jogada que originou o segundo gol foi uma das várias faltas incorretamente apontadas pela arbitragem. Para o jogador, técnico e diretoria estão isentos de culpa no resultado. "O Palmeiras está melhorando, mas a melhora tem de vir com resultados, o que não está acontecendo." REFORÇOS - Para diminuir a pressão sobre o técnico Paulo Bonamigo, Palaia aproveitou o desembarque em Cumbica para dar notícias sobre reforços. Disse que o zagueiro Gamarra deve chegar ao Brasil no início da próxima semana, depois dos últimos acertos com a Inter de Milão, time com que tem vínculo até o dia 30. O dirigente também afirmou que o clube vai buscar um volante para a vaga aberta por Magrão, que vai para o exterior. Além desses dois casos, o lateral Baiano deverá acertar amanhã seu retorno ao Palmeiras. Segundo seu empresário, Roberto Tadeu, as negociações estão bastante adiantadas e uma reunião está marcada para amanhã, com boa probabilidade que termine em assinatura de contrato para que o jogador possa defender o Palmeiras o quanto antes no Campeonato Brasileiro. O lateral, que defendeu o Boca Juniors na Taça Libertadores, desembarcou nesta segunda na capital.

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