Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Bons resultados de Milton Cruz lhe deixam mais perto da efetivação

Interino do São Paulo começa a repetir passos de Rojas, em 2003

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

18 de abril de 2015 | 07h00

Quando Milton Cruz ganhou o posto de técnico interino não esperava ter tantas ciladas para resolver. O comandante do São Paulo vai decidir o destino do time no Campeonato Paulista e na Copa Libertadores, definições que podem diminuir o salto que separa o cargo de provisório para o de efetivo.

A situação dele no momento lembra muito a do chileno Roberto Rojas, em 2003. Na ocasião, Oswaldo de Oliveira deixou o cargo e o então preparador de goleiros ficou como interino. Como o tempo passava e os resultados estavam bons, Rojas se manteve no cargo até o fim do ano e inclusive classificou o clube para a Libertadores.

Leia Também

Muricy recebe alta

Muricy recebe alta

Milton até o momento tem três vitórias em três jogos e terá uma sequência muito dura. Contra o Santos, pelo Campeonato Paulista, e diante do Corinthians, na Libertadores, decide a sobrevivência do São Paulo nas duas competição e a dele próprio no cargo. Como a diretoria espera um novo técnico, os bons resultados do interino tiram a pressa para achar um substituto para Muricy Ramalho.


Dentro do clube, já começa a existir a posição pela continuidade do interino. Porém, o presidente Carlos Miguel Aidar ainda vai esperar a resposta do argentino Alejandro Sabella antes de decidir por isso. "O Milton vem fazendo um trabalho bom, ele conhece todos os jogadores e sabe muito do clube. Nós, jogadores, não comentamos sobre o novo treinador. Temos que pensar em nossos objetivos", disse o atacante Alexandre Pato.

POLÊMICA

Perto de mais um confronto entre São Paulo e Corinthians, Pato se esquivou nesta sexta-feira de outra polêmica. O Alvinegro deve a ele sete meses de direitos de imagem, mas nem isso servirá para quebrar o contrato que o impede de entrar em campo contra o ex-time.

Pato está emprestado ao São Paulo até o fim do ano, mas ainda tem vínculo com o Corinthians. Assim, ele só pode atuar caso exista um acordo e o pagamento de uma multa de R$ 5 milhões. "Não penso muito nessa parte de salário e de contrato. O que recebo ou deixo de receber não é o meu primeiro foco. Não quero saber nada disso", disse.

O atacante recebe ao todo R$ 800 mil mensais, divididos entre São Paulo e Corinthians. O artilheiro do time no ano, com 11 gols, ficará fora do encontro decisivo de quarta-feira no Morumbi pela fase de grupos da Libertadores. "Não conversei com ninguém sobre a possibilidade de jogar. Acho muito difícil, porque a multa é alta. As partidas importantes são especiais, mas há o contrato e tenho de respeitar", comentou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.