Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Artilheiros no passado, Borja e Deyverson buscam nova fase no Palmeiras

Atacantes que deveriam estar fazendo a diferença tentar reencontrar o bom futebol

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2019 | 04h33

Borja e Deyverson já tiveram seus nomes cantados e idolatrados pelos torcedores do Palmeiras e foram, em muitos jogos, decisivos com seus gols. Hoje, os dois disputam para ver quem atravessa um momento pior, a ponto de palmeirenses reclamarem da permanência de ambos na equipe. A má fase da dupla reflete no ataque alviverde, que tem decepcionado neste início de temporada. 

No clássico com o Santos, Borja perdeu uma chance incrível ainda no primeiro tempo e outra oportunidade na etapa final. Vaiado, deixou o Allianz Parque sem falar com ninguém. Contratado em 2017, após ter sido campeão da Libertadores pelo Atlético Nacional-COL e eleito o melhor jogador da América do Sul naquele ano, ele foi artilheiro do Paulistão e da Libertadores do ano passado. Mas a realidade hoje é bem diferente.

Ao final da partida, os jogadores saíram em defesa do atacante. "Ele é um cara tranquilo e sabe fazer gol. Já fez um monte de gol e foi artilheiro no ano passado. Acreditamos nele e temos que apoiá-lo. Se ele tiver apoio, vai fazer gol", avisou o volante Thiago Santos. "Sabemos o quanto ele nos ajudou e pode nos ajudar. Temos que continuar dando a mão para ele", completou o lateral-esquerdo Victor Luis. 

Quanto a Deyverson, o anúncio da sua permanência deixou a torcida dividida. Parte gostou, por ainda acreditar que ele possa ajudar e outros lamentaram por acreditar que o jogador tem sido mais problema do que solução para a equipe alviverde.  

Na última quinta-feira, o Palmeiras acertou a venda dele para o Shenzhen, da China, por 12 milhões de euros (R$ 51,2 milhões). Para o negócio sair, faltava o jogador aceitar ir embora e ele iria receber um salário três vezes maior do que recebe no time brasileiro.

Entretanto, no sábado, o técnico Luiz Felipe Scolari revelou que o jogador decidiu permanecer e recuperar seu espaço. Entretanto, o atacante terá que cumprir ainda mais três partidas de suspensão das seis que levou do TJD pela expulsão no clássico com o Corinthians, jogo em que ainda acertou uma cusparada no volante Richard. 

A má fase da dupla ajuda a explicar o motivo do Palmeiras ter tanta dificuldade em marcar gols. O time comandado por Felipão fez apenas sete gols em oito rodadas do estadual. Além dos dois, outra opção para atuar como centroavante é Arthur Cabral, contratado do Ceará. Mas ele não foi inscrito no Campeonato Paulista e pode ser opção apenas na Copa Libertadores. 

 

 

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