Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Borja marca após quatro meses e Palmeiras vence a Ponte no Pacaembu

Colombiano marca o segundo na vitória por 2 a 0 que coloca Alviverde em 3.º lugar e deixa campineiros no Z-4

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2017 | 22h12

Com o fim do jejum do colombiano Borja, que não marcava desde o dia 21 de junho, e outra atuação efetiva de Keno, autor de um gol e uma assistência, o Palmeiras venceu a Ponte Preta por 2 a 0 na noite desta quinta-feira no Pacaembu. Com o resultado, a equipe alviverde está em terceiro lugar no Brasileirão, consolida-se na busca por uma vaga na Libertadores e mantém a esperança de perseguir o líder Corinthians - a distância agora é de nove pontos (59 a 50). A Ponte Preta permanece na zona de rebaixamento.

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Um dos destaques do jogo foi o colombiano Miguel, que voltou a marcar depois de quatro meses - seu último gol havia sido no dia 21 de junho contra o Atlético Goianiense no Allianz Parque.

O Palmeiras usou a movimentação dos jogadores como principal estratégia para chegar ao gol. Dudu, Keno e Willian, na linha de frente, Moisés e Tchê Tchê, na região central, não tinham posição fixa, o que criava várias opções de ataque e confundia a zaga da Ponte. Foi assim que Moisés mergulhou para cabecear e exigiu grande defesa de Aranha. O dono do segundo melhor ataque do campeonato, com 41 gols, atrás apenas do Grêmio, mostrou que estava azeitado.

Aos 27 minutos, Keno abriu o placar. Depois de Moisés perder na cara de Aranha, o atacante que havia sido destaque no último jogo com três assistências marcou o seu. Destaque para a esperteza de Willian, que bateu rapidamente o lateral no início da jogada. O zagueiro Rodrigo falhou no lance.

As virtudes ofensivas do Palmeiras não foram suficientes para minimizar os erros da defesa. Com a marcação em linha, os zagueiros permitiram várias infiltrações do rival. Por isso, o técnico Eduardo Baptista pedia jogadas em velocidade pelas laterais. Jogadas perigosas com cruzamentos na área se repetiram três vezes na frente do goleiro Fernando Prass. O Palmeiras só conseguiu neutralizar a jogada no final do primeiro tempo. Ofensivamente, a equipe perdeu parte de seu poder quando teve de substituir Willian, machucado, por Borja ainda na etapa inicial.

Com menos de um minuto do segundo tempo, Borja quase encerrou o jejum. Quase. Após lançamento de Egidio, Keno só ajeitou, mas o colombiano chutou por cima, na frente do goleiro. Superior tecnicamente, o Palmeiras continuou com o leme da partida, com índice de posse de bola superior a 70%, mas as chances de gol ficaram mais raras. O único susto para Aranha foi um chute de Keno que passou raspando após falha da zaga da Ponte.

Aos 27 minutos, o colombiano finalmente desencantou. E com um belo gol. Após assistência de Keno, o camisa 9 deu um chapéu em Aranha e conseguiu completar de cabeça. Foi apenas seu oitavo gol no ano, o quarto no torneio. Borja foi abraçado por todos os companheiros e fez questão de cumprimentar o técnico Alberto Valentim.

Com a vitória assegurada, o técnico Alberto Valentim aproveitou a partida para motivar o elenco. No final do jogo, o volante Arouca, que soma apenas uma partida em 2017 após duas cirurgias no tornozelo, entrou em campo. Felipe Melo entrou no lugar de Moisés. O time conseguiu fazer as pazes com o Pacaembu, que recebeu quase 20 mil pessoas, depois do empate sofrido diante do Bahia por 2 a 2 na última partida.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 X 0 PONTE PRETA

PALMEIRAS: Fernando Prass; Mayke, Juninho, Edu Dracena e Egidio; Bruno Henrique, Tchê Tchê (Arouca) e Moisés (Felipe Melo); Dudu, Keno e Willian (Borja). Técnico: Alberto Valentim

PONTE PRETA: Aranha; Nino Paraíba, Marllon, Rodrigo e Jeferson; Elton (Jadson), Claudinho (Renato Cajá), Naldo, Jean Patrick (Saraiva) e Danilo Barcelos; Lucca. Técnico: Eduardo Baptista

GOLS: Keno, aos 27 do primeiro tempo e Borja aos 27 do segundo tempo

CARTÕES AMARELOS: Elton, Marllon, Jeferson, Nino Paraíba

ÁRBITRO: Leandro Bizzo Marinho (SP)

PÚBLICO: 19.976 pessoas

RENDA: R$ 525.802,50

LOCAL: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP).

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