Botafogo bate Lusa, mantém sonho e ajuda o Palmeiras

O Botafogo não tomou conhecimento da Portuguesa, venceu facilmente por 3 a 0 e chegou aos 54 pontos no Campeonato Brasileiro, diminuindo a desvantagem para o São Paulo, que tem 59, na luta pela última vaga para a Copa Libertadores. Depois de cumprir seu papel na noite deste sábado, no Engenhão, os alvinegros torcem para que o Grêmio supere os tricolores paulistas, no Olímpico, neste domingo, para que mantenham chances concretas de retornar à competição continental depois de 17 anos.

LEONARDO MAIA, Agência Estado

10 de novembro de 2012 | 21h44

Mais uma vez o garoto-sensação Bruno Mendes apresentou suas credenciais, anotando o gol inicial que se mostrou o lance decisivo para o triunfo, e ainda deu a assistência para o terceiro. Mas o destaque foi o jogo coletivo, com o trio de meias funcionando magistralmente.

A Lusa, que teve Marcelo Cordeiro expulso na metade da segunda etapa, se mostrou presa fácil ao perder pela 13.ª vez na competição e completar uma sequência de sete rodadas sem vencer. Como resultado, segue estacionada nos 40 pontos e seriamente ameaçada de rebaixamento, quatro pontos à frente da zona de queda.

Como consequência da vitória alvinegra, o Palmeiras não poderá ser rebaixado matematicamente neste domingo, mesmo que perca para o líder Fluminense, em Presidente Prudente.

Daqui a uma semana, o Botafogo vai visitar um Sport, na Ilha do Retiro, desesperado por uma vitória que o mantenha com chances de seguir na Série A. A Portuguesa, também no dia 18, recebe o Grêmio, no Canindé.

Foram poucos minutos até a abertura do placar. Fellype Gabriel tentou Andrezinho, mas o desvio da zaga serviu como assistência para Mendes. Livre, o rapaz fez seu sexto gol desde que chegou a General Severiano. A partir daí, o time da casa cedeu campo.

Nos contra-ataques, os botafoguenses eram muito perigosos. Toques rápidos, precisos, em profundidade do habilidoso meio de campo alvinegro davam grande dinamismo às transições defesa-ataque.

E Bruno converteu mais um tento que lhe foi tirado. Logo com dois minutos da segunda etapa, Márcio Azevedo fez ótimo cruzamento rasante, mas o bandeirinha anulou equivocadamente o lance quando Bruno tocou para as redes.

A supremacia alvinegra era absoluta. Antônio Carlos testou no pé do poste direito de Dida, seis minutos depois. Depois, Lodeiro pegou o rebote de Dida e finalizou sem ângulo, a bola correu sobre a linha e ninguém apareceu para empurrá-la para o gol.

Qualquer chance de reação da equipe paulista foi pelo ralo quando a arbitragem anotou consecutivamente duas faltas questionáveis de Marcelo Cordeiro. O capitão luso perdeu a cabeça e recebeu dois cartões seguidos para ir para o chuveiro mais cedo.

Na sequência, Fellype Gabriel desviou o cruzamento e achou o canto baixo esquerdo de Dida para ampliar e garantir o que já era uma vitória inquestionável àquela altura.

O time da casa ainda desperdiçou um pênalti com Andrezinho, que fizera grande jogada antes de ser derrubado por Dida. O goleiro, porém, se recuperou com a defesa da penalidade. Seedorf, que já havia entrado em campo, recuperado de lesão, consolou o companheiro.

Mas Vitor Júnior compensou. Após substituir Lodeiro, o meia, que teve problemas extracampo e estava relegado na equipe, recebeu bom passe de Mendes e finalizou com categoria para selar o placar final.

BOTAFOGO 3 X 0 PORTUGUESA

BOTAFOGO - Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Dória e Márcio Azevedo; Jadson, Renato (Rodrigo Dantas), Andrezinho, Lodeiro (Vitor Júnior) e Fellype Gabriel (Seedorf); Bruno Mendes. Técnico - Oswaldo de Oliveira.

PORTUGUESA - Dida; Luis Ricardo, Gustavo, Valdomiro e Marcelo Cordeiro; Rogério (Zé Antônio), Leo Silva, Boquita e Heverton (Diego Viana); Ananias e Bruno Mineiro (Diguinho). Técnico - Geninho.

GOLS - Bruno Mendes, aos 12 do primeiro tempo; Fellype Gabriel, aos 22, e Vitor Júnior, aos 46 do 2.º.

ÁRBITRO - Jailson Macedo de Freitas (BA).

CARTÃO AMARELO - Bruno Mineiro, Marcelo Cordeiro, Dida, Gustavo, Rogério.

CARTÃO VERMELHO - Marcelo Cordeiro.

RENDA - R$ 82.520,00

PÚBLICO - 3.870 pagantes (5.794 presentes).

LOCAL - Estádio João Havelange (Engenhão), no Rio.

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