Botafogo e Fluminense em crise se enfrentam no Mané Garrincha

Time de Mancini, com problemas financeiros, enfrenta a equipe de Cristóvão Borges, que não sabe como perdeu de 5 para América-RN

O Estado de S. Paulo

17 de agosto de 2014 | 07h00

O clássico entre Botafogo e Fluminense neste domingo às 18h30, no Estádio Mané Garrincha, colocará frente a frente dois rivais que vivem dias turbulentos. De um lado, o Alvinegro, em sérias dificuldades financeiras - tanto é que vendeu o mando do jogo para Brasília. Do outro, o Tricolor que ainda tenta entender como é que conseguiu perder por 5 a 2 para o América-RN no Maracanã, pela Copa do Brasil.

O Botafogo vive uma crise financeira sem precedentes, mas o clima da equipe parece ter esfriado com as promessas de pagamento dos salários atrasados feitas pela diretoria durante a semana. Agora, resta ao Alvinegro lutar para sair da zona de rebaixamento - o Botafogo inicia a rodada como 17.º da tabela e vencer o clássico também pode ser combustível para uma guinada na competição.

Para o técnico Vagner Mancini, seu time ainda não está completamente formado e, por isso, acredita no favoritismo do rival. "Apesar da derrota, o Fluminense vem brigando pelo título e, por isso, é o favorito. Mesmo assim, o Botafogo sabe que tudo pode acontecer num clássico, vamos tentar nos superar", garantiu Mancini.

Para o Fluminense, será a oportunidade de se reerguer. Fred vai iniciar a partida. O centroavante foi um dos poucos a se salvar da atuação desastrosa. Do outro lado, o Botafogo tenta esquecer os problemas financeiros do clube para se afastar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

Durante a semana, o clima foi conturbado nas Laranjeiras. Houve protesto de torcedores em frente à sede do clube. O técnico Cristóvão Borges acredita que uma vitória no clássico é a chave para esquecer o último revés. "Um grande clássico é motivador. Ficamos chateados e decepcionados com o último jogo, mas já estamos recompostos para dar a resposta neste jogo", disse o treinador.

ESTREIA 

Em Porto Alegre, o Grêmio recebe o Criciúma na primeira partida do técnico Luiz Felipe Scolari no comando do time na Arena Grêmio - ele comandou a seleção brasileira em amistoso contra a França antes da Copa (vitória por 3 a 0). Felipão apelou para o lado emocional para fazer com que o time volte a vencer.

"Temos de reconstruir esse ambiente no Grêmio. Precisamos de apoio, independentemente de estarmos bem ou não no jogo precisamos de alma. É isso que precisamos. Muitas vezes a equipe pode não ser a melhor, mas quero alma". O treinador não quis revelar o time.

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