Marcos de Paula/AE
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Botafogo e Fluminense empatam sem gols no Engenhão

Clássico deste domingo foi marcado por lances dignos de duas equipes sem muita perspectiva na competição

Sílvio Barsetti, Agencia Estado

13 de setembro de 2009 | 21h04

Num clássico de pouco futebol, Botafogo e Fluminense deixaram o gramado do Engenhão sob vaias e abraçados na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. O empate sem gols deste domingo foi marcado por lances dignos de duas equipes sem muita perspectiva na competição. Em todos os 90 minutos, só houve uma chance clara de gol, desperdiçada pelo atacante Kieza, do Fluminense.

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No mais, chutões para o alto, bolas cruzadas sobre a área e erros seguidos dos jogadores, talvez por nervosismo ou pela falta de qualidade técnica de Fluminense e Botafogo.

A rodada até que ajudou a dupla carioca. Sport, Santo André e Náutico, concorrentes diretos na luta contra o descenso, perderam seus jogos. Mas a incompetência dos dois grandes do Rio impediu que houvesse um vencedor no Engenhão.

No final, o Botafogo fazia cera e a torcida alvinegra chamava o técnico Estevam Soares de burro - ele ainda não conquistou nenhuma vitória à frente do Botafogo, que completou dez jogos sem somar três pontos.

Em vez de jogadas bem trabalhadas ou que resultassem em perigo para o gol adversário, o que se viu no Engenhão foi um festival de equívocos. O zagueiro Emerson desperdiçou oportunidade para o Botafogo ao completar de canela um cruzamento.

O lateral Alessandro também desagradou os botafoguenses quando avançou pela direita, sem marcação, fez firula e saiu com bola e tudo pela linha de fundo. Já Ruy, pelo Fluminense, errava passes de dois, três metros, e ainda tentou cavar um pênalti de forma tosca.

O desespero da arquibancada era visível. Gritos de incentivo eram substituídos por críticas a Estevam Soares, pelo lado do Botafogo, e ao presidente Roberto Horcades, muito ofendido pelos torcedores tricolores. No final, o Fluminense ainda apertou mais, após a entrada de Roni no time. Mas sem técnica nenhuma, só na base do sufoco. Não deu em nada.

"Temos que manter a calma", disse Cuca, técnico do Fluminense. "Tem muito pela frente", concluiu Estevam. Pelo visto, o sofrimento visto neste domingo por parte das duas torcidas vai continuar até as últimas rodadas. A não ser que um desses "milagres" do futebol bata na porta de General Severiano ou da sede das Laranjeiras.

Na 18.ª posição, com 24 pontos, o Botafogo terá que tentar a recuperação pela 25.ª rodada, no próximo domingo, em um confronto complicado. A equipe vai até a Vila Belmiro encarar o Santos, que briga por uma vaga no G-4. Já o Fluminense, que segue na lanterna, com 18 pontos, também terá um jogo difícil. No mesmo dia, pega o Grêmio no Olímpico, com o time gaúcho ainda invicto em seu estádio.

BOTAFOGO 0 X 0 FLUMINENSE

Botafogo - Jefferson; Emerson, Juninho e Fahel; Alessandro (Thiaguinho), Leandro Guerreiro, Jônatas, Lucio Flavio (Renato) e Eduardo; Reinaldo (Ricardinho) e André Lima. Técnico: Estevam Soares

Fluminense - Rafael; Ruy, Gum, Luiz Alberto e Paulo César (Roni); Diogo, Diguinho, Ezequiel González (Tartá) e Conca; Adeílson e Alan (Kieza). Técnico: Cuca

Cartões amarelos - Lucio Flavio, Eduardo, Fahel e André Lima (Botafogo); Diguinho, Ezequiel González e Gum (Fluminense)

Árbitro - Rodrigo Nunes de Sá (RJ)

Renda - R$ 276.859,50

Público - 18.368 pagantes

Local - Estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)

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