'Botafogo estava decidido a fazer história', diz Mancini

Treinador valoriza feito conquistado pela equipe na noite de quarta-feira, com gols aos 49 e aos 50 do segundo tempo contra o Ceará

Estadão Conteúdo

04 Setembro 2014 | 09h01

O Botafogo conseguiu uma classificação heroica às quartas de final da Copa do Brasil na última quarta-feira. Depois de perder por 2 a 1 na ida, no Rio, e estar perdendo por 3 a 2 em Fortaleza até os 49 minutos do segundo tempo, a equipe carioca marcou dois gols em menos de um minuto, sendo o último depois do acréscimo previsto pelo árbitro, e selou a vaga. Para o técnico Vágner Mancini, o que fez a diferença foi a postura desde o início da partida.

"O Botafogo entrou decidido a fazer um grande jogo e fazer história. O Ceará tem uma boa equipe e lidera a Série B. Teremos uma série de obstáculos que vamos enfrentar contra outros times, mas muitas vezes em cenário desfavorável você acaba se superando. Essa superação faz parte da nossa equipe. Em questão de cinco, seis minutos teve uma reviravolta. Os gols foram em dois minutos e pouco. Todos estávamos exaltados e esperando o empate para ter um fôlego, que veio no último minuto", comentou.

De fato, a classificação ganha contornos ainda mais heroicos pela fase vivida pelo Botafogo. Em meio a uma grande crise financeira e sem receber salários em dia, os jogadores se superaram e conseguiram a classificação com o chutaço de André Bahia no apagar das luzes quarta-feira. Mancini, aliás, admitiu a surpresa com o gol do zagueiro.

"Nesse jogo especificamente, até em função de tanta coisa acontecendo, olhei pouco o tempo. Já estava nos acréscimos e fizemos o gol. O Ceará desperdiçou uma chance com o Magno Alves, marcamos o quarto e felizmente deu tudo certo. O André Bahia, mesmo nos treinos, rachões e dois toques, dificilmente faz um gol. Hoje fez um espetacular, diante de todo um quadro. Enxergamos como um prêmio, pois nada na vida acontece por acaso", comentou.

Ainda em meio à emoção do resultado, Mancini sequer conseguia pensar no que fará para o duelo com o Atlético-MG, domingo, pelo Campeonato Brasileiro. "Hoje não sei dizer o que vai ser feito no domingo. O Emerson jogou no sacrifício, teve febre, jogou à base de medicamentos e injeções. Saiu o Daniel, entrou o Yuri. Já temos uma dificuldade enorme olhando para o banco, mas o grupo deu mostra que as coisas estão virando em cima de muito trabalho."

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