Botafogo faz acertos finais antes da decisão contra Flamengo

O meia Lúcio Flávio e o zagueiro Ferreiro participaram sem problemas de treino e estão confirmados

Leonardo Maia, Agência Estado

21 de fevereiro de 2008 | 20h04

Cuca não confirma a escalação do Botafogo, mas poucas são as dúvidas que restam depois do primeiro (e talvez único) coletivo que o técnico do Botafogo realizou, nesta quinta-feira, para a final da Taça Guanabara, contra o Flamengo, no domingo. O meia Lúcio Flávio e o zagueiro Ferreiro participaram sem problemas da atividade e estão confirmados. Já Zé Carlos apenas correu em volta do gramado e fez exercícios de relaxamento da musculatura. Mas acredita-se que deverá ter condições de jogo. O atacante Jorge Henrique, por sua vez, está praticamente fora. Ele não praticou nenhuma atividade e nem sequer foi visto no clube. "Na teoria, saímos em desvantagem em relação ao Flamengo, que já sabia com qual time ia jogar desde o início da semana", disse o zagueiro Renato Silva. "Mas treinamos bem hoje (quinta) e estamos preparados." O time armado por Cuca foi Castillo, Alessandro, Renato Silva, Ferrero e Eduardo (no lugar de Triguinho); Diguinho, Túlio, Abedi (na vaga de Zé Carlos) e Lúcio Flávio; Adriano Felício (em vez de Jorge Henrique) e Wellington Paulista. "O ponto forte de nosso time desde o início do ano tem sido o conjunto. Não estou preocupado. Quem jogar irá dar conta", aposta o treinador, que também deixou transparecer a forma como enfrentará o Flamengo. Apesar da escalação ser no esquema 4-4-2, Cuca vai atuar com três zagueiros. No coletivo, Eduardo não subiu ao ataque uma vez sequer, sempre colado em Marcelinho, que fazia às vezes de Marcinho ou Diego Tardelli. A proposta ficou ainda mais evidente quando o zagueiro Édson deixou o time reserva para jogar no lugar do lateral-esquerdo. Cobrindo os avanços de Leonardo Moura, Abedi. Até o volante Diguinho, conhecido por apoiar com qualidade, quando os titulares avançavam, ficava fazendo a sobra de Ferrero e Renato Silva. "Os laterais do Flamengo são muito ofensivos, sabemos disso", comentou o lateral-direito Alessandro, que deverá cuidar de Juan. "Mas treinamos bem como marcá-los, e também explorar os espaços que eles deixam lá atrás. Vamos forçar as jogadas em cima deles." Mas não pense que Cuca prepara uma retranca. Ele treinou forte marcação pressão na saída de bola do time reserva e pedia saídas rápidas em contra-ataque. "Estamos preparados para todas as opções que o Joel possa utilizar. Testamos todas as variantes", disse Cuca, que, apesar de acreditar em um jogo tático, minimiza os papéis dos treinadores. "Os técnicos são importantes, mas serão os jogadores que decidirão o campeão." "O Cuca é muito inteligente. Ele pode fazer o time mudar a forma de atuar a qualquer momento, sem substituir um jogador sequer", elogiou Wellington Paulista, autor de um belo gol no coletivo e que comemora o rápido entrosamento de uma equipe que contratou 14 jogadores na pré-temporada. "O Cuca tem o time nas mãos. Treinamos muito, e agora é a hora de colher o resultado."

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