Vitor Silva / SS Press
Vitor Silva / SS Press

Botafogo isola a crise financeira e foca no futebol para bater Ceará em Fortaleza

Time derrotou o Atlético-MG na última rodada, mas segue com clima tenso por atrasos salariais

Redação, Estadão Conteúdo

14 de setembro de 2019 | 13h40

Salários atrasados, protestos e boicote do elenco aos patrocinadores. Tudo isso faz parte do contexto que envolve a participação do Botafogo no Brasileirão, mas existe um esforço partindo dos próprios jogadores para evitar que isso afete o time dentro de campo. É neste cenário que a equipe carioca encerra o primeiro turno neste sábado, em duelo contra o Ceará, no Castelão, em Fortaleza, a partir das 21 horas.

Durante a semana, após a vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-MG, os atletas continuaram com a estratégia de não dar entrevistas em áreas com exposição de patrocinadores, bem como evitar o uso da própria sala de imprensa do clube. O ato é um protesto em razão dos atrasos salariais de jogadores e demais funcionários.

O triunfo sobre o Atlético ajudou a consolidar o apoio da torcida ao movimento do elenco, até porque a crise não chegou a fazer estragos tão grandes. O time carioca é o décimo colocado, com 26 pontos, e ainda se permite sonhar com uma das vagas dentro do G6 (zona de classificação à Copa Libertadores).

"Eu fico mais à vontade falando de futebol. Eu estava respondendo muito sobre salários e não somos as pessoas certas para falar disso, porque ficamos numa posição muito desconfortável. A gente ganhou de uma equipe difícil, que estava praticamente no G6, chegar aqui e dar mérito a outras coisas, fica difícil de responder", afirmou o Diego Souza, um dos líderes do time.

Em busca de mais uma vitória, o técnico Eduardo Barroca não fez mistério. "Todos sabem que eu não gosto de mexer no time, mas a cada rodada a gente tem algum problema ou baixa. Só farei as trocas necessárias, mesmo porque o grupo está bem consciente e estamos ganhando mais força coletiva a cada rodada", comentou Barroca, animado em surpreender o Ceará.

O lateral-esquerdo Gilson e o zagueiro Joel Carli, ambos com desconforto muscular, foram vetados pelo departamento médico. Com isso, o jovem Lucas Barros ganha uma chance na esquerda e Marcelo será mantido na zaga ao lado de Gabriel, que não jogou contra o Atlético por questões contratuais. Quem também volta é o goleiro Gatito Fernández, que estava servindo à seleção paraguaia. Ele entra no lugar de Diego Cavalieri.

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