Botafogo quer estragar festa dos pequenos

Penetra na festa atípica dos clubes de menor investimento na fase semifinal da Taça Guanabara, o Botafogo aposta no apoio da torcida, na qualidade técnica do elenco e na tradição do futebol da cidade do Rio para acabar com o sucesso inesperado dos times do interior do estado. Alheio ao fracasso do trio Flamengo, Vasco e Fluminense, o Alvinegro tem a oportunidade de salvar a honra dos grandes clubes neste domingo contra o Americano, às 16 horas, no primeiro jogo decisivo da rodada dupla no Maracanã - em seguida, Volta Redonda e Cabofriense se enfrentam. Se ao fim dos 90 minutos, a partida estiver empatada, a vaga para a final será decidida por meio de cobranças de pênaltis.A rivalidade travada entre Botafogo e Americano nas duas últimas edições do Carioca é um tempero a mais no jogo deste domingo. Por coincidência, o Americano, clube de coração de Eduardo Vianna, presidente afastado da Federação do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) sob acusação de evasão de renda e outros crimes, sempre "rouba" a vaga do Alvinegro nas fases decisivas do Estadual. Chegou, inclusive, a ser apontado a quarta força da competição."Esse jogo tem um gostinho especial, de revanche. Vamos jogar aberto, para cima do Americano. O Botafogo é o representante do futebol da cidade do Rio de Janeiro e conta com o apoio da torcida", declarou o volante Túlio, que dispensa o rótulo de favorito. "Essa partida vai ser difícil e nervosa".O Americano, do técnico Rubens Filho, sonha repetir o feito de 2002, quando se sagrou campeão da Taça Guanabara. Ansioso "para a bola rolar no gramado do Maracanã", o meia Índio já traçou uma estratégia para o time de Campos surpreender o Botafogo no Maracanã, assim como ocorreu contra o Flamengo - vitória por 2 a 1, de virada, que culminou com a eliminação precoce do Rubro-Negro na Taça Guanabara, além da queda do técnico Júlio César Leal."Temos que valorizar a posse da bola para o tempo passar. Se o gol do Botafogo demorar a sair, a pressão da torcida vai aumentar e certamente as coisas vão ficar mais difíceis para eles", explicou Índio, que afirmou estar com o grito de campeão preso na garganta. "Há quatro anos o Americano chega e não leva. Desta vez quero receber o troféu. O grupo se preparou bem".

Agencia Estado,

13 de fevereiro de 2005 | 11h36

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