Botafogo se diz pronto para pressão

A pressão da torcida da Ponte Preta, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, no domingo (13), não preocupa o Botafogo. "É um jogo que não tem retorno: ou joga futebol ou volta para casa", explica o técnico Lori Sandri. "Não quero vir para casa, mas continuar dentro do campeonato", emenda ele, descartando qualquer influência extra-campo. Para Sandri, os jogadores já demonstraram que são capazes de suportar situações adversas até chegar às semifinais. "Não haverá problemas", garante ele, que comanda um time que tinha apenas um objetivo na fase de classificação: fugir do rebaixamento. Os sonhos, agora, mudaram e todos querem disputar a final. Para o zagueiro Augusto, de 29 anos, o mais experiente da equipe, autor do gol da vitória por 2 a 1 no primeiro confronto, em Ribeirão Preto, é preciso não intimidar-se nos domínios do adversário. "Vamos jogar de igual para igual lá, simples e objetivamente, em busca do gol", diz ele. O volante Douglas, de 26 anos, o segundo mais experiente, cumprirá suspensão, mas acredita na personalidade dos companheiros. "Apesar de ser a primeira vez que vamos disputar um jogo num estádio lotado, com maioria torcendo para a Ponte Preta, todos no Botafogo estão acostumados", comenta Douglas. "O Lori está trabalhando isso com o grupo e ganhará quem errar menos no jogo." O elenco botafoguense é jovem (média de 22,6 anos), por isso existe a expectativa se agüentará a pressão do time campineiro. O goleiro Doni, de 21 anos, demonstra otimismo e não preocupa-se com isso. Ao contrário: até gosta de jogar sob pressão. O atacante Gauchinho, outro experiente, mas jovem, é mais direto na análise. "A decisão começou aqui (em Ribeirão Preto) e a pressão fora de campo, que é um blefe, sempre vai existir", resume ele, acrescentando: "Eles (os garotos do Botafogo) já participaram de uma decisão na Série A2, no ano passado e o que influencia mesmo é o futebol." Para Chris, de 22 anos, que jogará como volante, ao lado de Chicão, só existirá pressão, fora de campo, antes da partida. "Não podemos é deixar passar o clima para dentro de campo", afirma ele. Porém, faz uma advertência: "A Federação deve estar atenta a isso, pois eles (dirigentes da Ponte Preta) falaram muito", diz Chris, que finaliza: "Os guris (jovens botafoguenses), inclusive eu, estão assumindo a responsabilidade em campo."

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