Botafogo se previne contra emergências

As mortes recentes de jogadores de futebol, provocadas por problemas cardíacos em campo, levaram o Botafogo a inovar. A partir de agora, atletas e comissão técnica do Alvinegro carioca já sabem como lidar com situações semelhantes à vivida pelo húngaro Feher, do Benfica - que desmaiou durante um jogo de seu clube, em janeiro, e não foi salvo a tempo pelos médicos. Após treinos da semana, os jogadores assistiram à palestras sobre o tema com o médico Luis Felipe de Barros Corrêia, cardiologista do Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul do Rio. E trataram de aprender na prática como proceder em casos de emergência. Eles chegaram até a realizar massagens em bonecos, repetindo o gesto que pode evitar o que ocorreu com Feher. Nos próximos dias, simulações de emergência serão programadas durante os treinamentos. "Temos constatado com espanto mortes súbitas de atletas. Com isso, decidimos fazer um trabalho de prevenção", afirmou o médico do Botafogo, Carlos Veiga, idealizador do projeto. O preparador físico do clube, Altamiro Bottino, aprovou a iniciativa pioneira do Alvinegro. "Existem estatísticas que mostram que as chances de sobrevida aumentam quando o atendimento é imediato." Tanto o técnico Levir Culpi quanto os jogadores consideram bem-vindas as palestras e as aulas práticas. "É um aprendizado com utilidade tanto no futebol quanto na vida pessoal", disse o treinador, que junto dos demais atletas serão submetidos a exames de avaliação cardiológica pelo menos uma vez por ano. O atacante do Benfica morreu após desmaiar em um jogo do Campeonato Português. Ele caiu no campo durante a prorrogação e chegou a ser levado com vida para o hospital. Em junho de 2003, o meia de Camarões, Marc-Vivian Foe, morreu durante a semifinal da Copa das Confederações contra a Colômbia. Ele tinha problemas de coração.

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