Wilton Junior/AE
Wilton Junior/AE

Botafogo se vinga do Vasco e fatura a Taça Guanabara

Abreu fez, de pênalti, o segundo gol botafoguense nos 2 a 0, e garante o time na decisão do Estadual

Leonardo Maia, Agência Estado

21 de fevereiro de 2010 | 19h47

A estrela de Joel Santana brilhou mais uma vez. Três semanas depois de assumir o comando do desestruturado e humilhado Botafogo, o técnico que conquistou o Campeonato Carioca pelos quatro grandes guiou a equipe ao título da Taça Guanabara, com uma vitória por 2 a 0 sobre o Vasco, neste domingo, no Maracanã. As duas equipes não se enfrentavam na decisão do primeiro turno do Estadual desde 1997.

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É apenas a sexta vez que o Botafogo - que vencera aquela partida também sob o comando de Joel - ergue a taça do turno, em 46 edições. Esta com um gosto muito especial, depois que o mesmo Vasco havia imposto uma goleada de 6 a 0 sobre o rival, que buscou então Joel, especialista em arrumar times, em particular os de elenco limitado.

"Foi um título de muito trabalho. Entramos conscientes e vencemos até com facilidade no segundo tempo. Nilton Santos, este título é para você", comentou Joel, dedicando o troféu a antigo ídolo alvinegro, que sofre com sérios problemas de saúde.

O time de Joel agora já está garantido na decisão do Carioca, pelo quinto ano consecutivo (venceu em 2006 e foi vice em 2007, 2008, 2009).

O panorama tático da partida foi o que se antecipava. O Botafogo recuado, mas não acuado, aguardando a bola perdida, o desarme providencial para iniciar os contra-ataques. E a tática funcionou ainda melhor do que contra o Flamengo, na semifinal, uma vez que o Vasco jogava mal e errava muitos passes.

 VASCO0
Fernando Prass; Elder Granja, Fernando, Titi     e Márcio Careca; Nilton    , Souza (Rafael Carioca), Leo Gago     (Magno (Rodrigo Pimpão) e Carlos Alberto; Philippe Coutinho e Dodô
Técnico: Vágner Mancini
 BOTAFOGO2
Jefferson; Fábio Ferreira    , Fahel e Wellington; Alessandro, Leandro Guerreiro, Eduardo, Lúcio Flávio (Caio) e Marcelo Cordeiro    ; Herrera (Renato) e Abreu
Técnico: Joel Santana
Gols: Fábio Ferreira, aos 24, e Abreu (de pênalti), aos 39 minutos do segundo tempo

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique

Renda: R$ 2.078.890,00

Público: 66.957 pagantes

Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Mas os dois homens de frente do time alvinegro não estavam em tarde inspirada. Principalmente Herrera. O argentino vivia uma tarde discreta.

No lado vascaíno, quem também jogava mal era Dodô. Entregue à marcação, o atacante não aparecia, reforçando o rótulo de homem que desaparece nas grandes decisões.

Mesmo com as duas equipes sofrendo para criar boas chances, os botafoguenses têm o direito de reclamar de um pênalti de Fernando em Abreu, aos 34, com um carrinho frontal dentro da área.

O erro não foi determinante, e o Vasco implodiu em dois minutos. Aos 24, Marcelo Cordeiro cobrou escanteio e Fábio Ferreira subiu mais do que Fernando para testar para as redes, desguarnecidas pela saída em falso de Fernando Prass.

Dois minutos depois, Nilton deu uma entrada dura em Caio, e recebeu o cartão vermelho direto. O Vasco bem que buscou o empate, mas a tarde não era sua. Sem criatividade e preso na marcação adversária, a equipe de Vágner Mancini nada criava.

Aos 37, a vitória foi selada com outra expulsão. Segundos após receber o amarelo por falta em Caio, Titi puxou Loco Abreu dentro da área e foi para o chuveiro mais cedo. O uruguaio cobrou bem a penalidade e garantiu a festa alvinegra.

"Foi uma vitória da humildade. Trabalhamos quietinhos, com respeito e dedicação", disse Leandro Guerreiro, em referência ao fato da equipe ser considerada a mais fraca entre os grandes do Rio.

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