Botafoguenses são absolvidos de acusação de assassinato

O juiz Luiz Noronha Dantas, da Segunda Vara Criminal do Rio, absolveu os torcedores do Botafogo, Marcelo de Oliveira Ramos e Felipe Alves Maia, acusados do assassinato de outro torcedor, Marcionilio Pinheiro Gomes, presidente da Torcida Uniformizada do Fortaleza, durante confronto entre torcidas ocorrido após um jogo entre as duas equipes, no Rio, pelo Campeonato Brasileiro, em dezembro de 2005. Marcelo e Felipe chegaram a ficar presos por alguns meses. Eles foram detidos pouco depois do crime, na altura do bairro do Caju, na região portuária da cidade. O ônibus com os torcedores do Fortaleza ficou retido num engarrafamento na Avenida Brasil e foi atacado por um grupo de homens que vestiam a camisa do Botafogo já de madrugada. Pouco antes, o time carioca derrotara os visitantes por 2 a 0. Pesaram sobre Marcelo e Felipe ameaças que torcidas do Botafogo vinham fazendo, via Internet, aos torcedores do Fortaleza dias antes do jogo, e imagens do tumulto cedidas pela TV Globo à Justiça. Os disparos contra o ônibus atingiram outros torcedores do Fortaleza: Wilton Caetano de Bezerra, Renato de Serpa Lima e Aldaliciano dos Santos. Mas somente Marcionilio não resistiu aos ferimentos. Após ouvir seis testemunhas e os principais envolvidos no caso e depois de analisar todo o processo, Noronha Dantas considerou não haver provas suficientes para a condenação dos acusados. De acordo com o juiz, nenhum dos dois foi o autor dos disparos - que até hoje permanece sem ser identificado.

Agencia Estado,

15 de fevereiro de 2007 | 19h24

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