Braçadeira terá rodízio na seleção

Em uma demonstração de prestígio junto ao técnico Luiz Felipe Scolari, o atacante Romário foi escolhido para ser capitão da seleção brasileira para a partida contra o Uruguai, pelas eliminatórias do Mundial de 2002. O artilheiro da seleção herdou o posto de Mauro Silva, que se contundiu, é era a primeira opção. Scolari, que garantiu dar pouca importância à braçadeira de capitão, afirmou que pode alterar o seu dono nos jogos seguintes.Segundo o técnico, Romário já estava escolhido há "sete ou oito dias", mas ele determinou que a decisão só seria divulgada pouco antes do jogo. "O capitão é o jogador que tem liderança e participação no grupo", explicou Scolari, ao justificar a opção pelo atacante vascaíno.Ele ressaltou ainda que o capitão deve ter bom relacionamento com o técnico, o que pode ser comprovado pelos constantes diálogos entre Scolari e Romário, durante os coletivos. Estas conversas foram decisivas na opção do treinador. "Precisava conhecer o jogador antes." Romário, que sempre deixou claro que gostaria de ser capitão, ficou satisfeito: ?É mais um oportunidade de representar o Brasil.? Em seguida, ele repetiu o discurso de que "o mais importante é ajudar a seleção". Embora já tenha ocupado o posto anteriormente, o artilheiro não era o preferido para a função com alguns dos antecessores de Scolari.Wanderley Luxemburgo tinha optado por Cafu, o que resultou no pedido de dispensa de Leonardo. Com Leão, ele retomou o posto. Nos próximos jogos, porém, Romário corre o risco de perder a braçadeira. Scolari deu a entender que vai escolher o capitão baseado na avaliação da psicóloga Regina Brandão, que vai auxiliá-lo na seleção. "Futuramente, com o perfil que a Regina vai traçar de cada um, vou definir várias coisas", completou o treinador.

Agencia Estado,

29 de junho de 2001 | 18h41

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