Branco também condena atitude de Leão

Chefe da delegação brasileira no Chile e ex-companheiro de Emerson Leão na seleção que disputou a Copa do Mundo de 1986, Branco também condenou a atitude do treinador santista. E fez um pedido para que o assunto pare de ser comentado pelos jornalistas. "O mais importante é falar do jogo com o Chile. Acho que o Leão quis promoção e quanto mais se falar nisso, vai ser melhor para ele. Quem manda na seleção é o Ricardo e ninguém de fora vai atrapalhar o trabalho para classificar este time para a Olimpíada." A experiência fracassada que Leão teve como técnico da seleção num breve período durante as Eliminatórias para a Copa de 2002 foi aventada por Branco como um dos motivos que podem tê-lo levado a fazer o que fez. "Realmente, a passagem dele pela seleção não foi das melhores. Não sei se ele ainda está doído por ter sido demitido e por isso teve essa atitude. O que posso garantir é que as coisas aqui vão continuar exatamente do jeito que estão. O ambiente é o melhor possível e está todo mundo focado no objetivo que é garantir a vaga nos Jogos Olímpicos." Branco considerou a atitude de Leão incoerente em relação ao gesto que teve em novembro, quando se recusou a dirigir o Santos no amistoso contra a seleção sub-23 na Vila Belmiro sob a alegação de que não poderia trabalhar contra o seu país. "O que ele fez agora foi trabalhar contra os interesses da seleção." Para encerrar a conversa, o chefe da delegação foi irônico. "O Leão é brasileiro, jogou na seleção e espero que esteja torcendo para o Brasil se classificar para a Olimpíada." Entre os três jogadores selecionados para dar entrevistas nesta segunda-feira, apenas um era do Santos: o meia Diego - os outros eram Gomes e Fábio Rochemback. E o camisa 10 foi liso para não se envolver na polêmica entre os dois treinadores. "Estou por fora dessa história. Não sei como começou nem como vai terminar. Só sei que são duas excelentes pessoas." Diego disse que não conversou com Leão e que foi instruído por Ricardo Gomes a não comentar o assunto. "O professor Ricardo disse para a gente não falar nada, porque ele iria resolver o problema sozinho. Estamos tranqüilos e podem ter certeza de que esse assunto não vai interferir em nada no nosso rendimento dentro de campo."

Agencia Estado,

12 de janeiro de 2004 | 18h11

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