Brant pede licença do Atlético-MG

O presidente do Atlético-MG, Nélio Brant, licenciou-se do cargo nesta segunda-feira, à princípio, por um período de três meses, quando será substituído interinamente pelo vice, o administrador de empresas Ricardo Guimarães. Ao comunicar sua decisão, Brant procurou afastar boatos de que estaria se desligando definitivamente do comando do clube, que assumiu em 1998. "Preciso apenas de um descanso", afirmou.Em seu eventual retorno, Brant, que vinha acumulando suas funções de dirigente com as de executivo de um grande banco mineiro, disse que deverá se dedicar mais aos aspectos "políticos" do cargo - como a representação do clube junto ao clube dos 13 e à CBF - que aos financeiros. "A parte administrativa está entregue a pessoas competentes", assegurou. Mesmo com as explicações do presidente, o tom da entrevista que ele condedeu, na sede do Atlético, foi de despedida."Eu queria agradecer a todos, a convivência que tive com o pessoal foi muito boa, não tenho nada a reclamar e sempre procurei ser sincero nas minhas opiniões", afirmou. O substituto de Brant, que será assessorado na administração pelo atual presidente do Conselho Deliberativo, Alexandre Kalil, elegeu uma prioridade: solucionar o atraso de quatro meses nos salários dos jogadores do clube, que vive graves problemas de caixa. "Estamos trabalhando em operações financeiras para viabilizar isso", disse Guimarães, de 40 anos.Mota - A nota triste do dia no Atlético-MG foi a morte do autor do hino oficial do clube, o compositor mineiro Vicente Mota, de 66 anos. Mota sofreu um ataque cardíaco fulminante em sua casa, pela manhã, em Belo Horizonte. Além do hino atleticano, o compositor também fora responsável pelo antigo hino do América Mineiro e, atualmente, trabalhava em outro hino, para a seleção brasileira de futebol. Mota também fez em sua carreira dezenas de sambas e marchinchas de Carnaval.

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