"Brasil, ano zero", afirma L? Equipe

"Brasil ano zero". Esse é o título da edição de hoje (quarta feira , dia 25 de julho ) do jornal esportivo francês "L Equipe", após a derrota do Brasil para Honduras. O jornal mandou um enviado especial para Cali, Francis Huertas, que afirma em seu artigo que o "Brasil perdeu a cabeça", tendo sido humilhado pela fraca equipe hondurenha. Ele reafirma o que já vinha dizendo anteriormente e não conseguiu ver nada no Brasil de Felipe Scolari. O jornalista Luc Hagege, do mesmo jornal, em Paris, disse hoje que a derrota brasileira não chegou a surpreender muito os franceses, não apenas por que o público já está se acostumando com essa má fase do futebol brasileiro, tanto que já há riscos sérios da equipe não se classificar para as finais da Copa do Mundo, mas também porque a França nesse mês de julho está muito mais interessada na prova ciclística a "Volta da França " e na preparação de suas equipes para a abertura do campeonato francês, no próximo sábado. Segundo os observadores do jornal esportivo francês, a classificação do Brasil está cada vez mais problemática. Do ponto de vista pragmático, Luc Hegege prefere até que o Brasil fique de fora, um adversário a menos na caminhada da França para o bi campeonato. Por isso, mesmo sendo essa primeira vez que o Brasil pode ficar fora, "ninguém, na França vai chorar muito". Na redação do jornal esportivo francês tem gente convencida que o Brasil não vai disputar sequer a barragem contra a Austrália, mas se isso ocorrer não será fácil derrotar os australianos em casa. Também na redação do jornal Le Parisien a derrota do Brasil não chegou a surpreender, mas a análise é um pouco diversa e a ausência brasileira na Copa será sentida. O Brasil sempre foi um grande celeiro de craques, mas hoje a sucessão dos veteranos não parece garantida. A última grande revelação do futebol brasileiro parece ter sido Ronaldinho Gaúcho , atualmente em fase de transferência litigiosa para o Paris Saint Germain. Outros jogadores desse nível podem existir, mas ainda não despontaram. Há três anos, o Brasil mantinha pelo menos três jogadores na lista dos dez mais valorizados do mundo, mas hoje nenhum nome aparece na lista encabeçada por Zidane e Figo do Barcelona.

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