Rafael Ribeiro/CBF
Rafael Ribeiro/CBF

Brasil aposta em time mais leve contra Nigéria no Mundial Sub-20

Técnico Rogério Micale muda o perfil da equipe brasileira

O Estado de S. Paulo

31 de maio de 2015 | 07h00

A seleção brasileira sub-20 busca um recomeço completo no Mundial da categoria a partir deste domingo na Nova Zelândia. Na partida contra a Nigéria, às 22 horas, em New Plymouth, o técnico Rogério Micale fará sua estreia como substituto de Alexandre Gallo, demitido no início do mês depois de comandar as categorias de base desde 2013. Além disso, o time terá um esquema novo, mais ofensivo, com jogadores mais leves e mais técnicos. 

Micale teve apenas 23 dias para conhecer os jogadores – a convocação para o torneio na Nova Zelândia havia sido feita antes de sua chegada – e montar o time. “A lista já estava pronta, mas isso é uma coisa do futebol. A gente não tem a participação efetiva, mas o Brasil tem jogadores tão bons que é possível formar várias seleções competitivas”, afirmou o ex-treinador do Atlético Mineiro. 

O jogo de hoje deve ser difícil. A Nigéria é atual campeã Sub-17 e cotada para fazer uma boa campanha no torneio – o grupo também tem Hungria e Coreia do Norte.

Será a primeira competição da seleção brasileira depois do escândalo de corrupção que levou cartolas do futebol à prisão, entre eles, o vice-presidente da CBF, José Maria Marin. Nenhum membro da comissão técnica comentou o assunto na véspera da estreia. 

Mesmo com o pouco tempo de trabalho, o novo técnico promete uma mudança importante em relação à equipe que conseguiu apenas a quarta colocação no Campeonato Sul-Americano, no início do ano. Essa nova postura, que privilegia a técnica, deixando a força física em segundo plano, ficou definida no anúncio dos jogadores para o Mundial. O corte do gremista Yuri Mamute, por exemplo, foi sintomático. 

“Foi um corte que atendeu aos nossos critérios. Queremos dar um outro rumo para a seleção brasileira, com jogadores técnicos e leves”, diz Micale. Além de Mamute, também foram cortados David e Bruno Lopes (Criciúma) e Caio Rangel (Cagliari).

O Mundial terá a participação de 24 seleções, divididas em seis grupos de quatro equipes. Pelo regulamento, os dois primeiros colocados de cada grupo e os quatro melhores terceiros colocados avançam para as oitavas de final.

Amistosos. Após o período de treinamento realizado na Austrália, a equipe teve tempo para se acostumar ao fuso horário e também começar a se entrosar. O desempenho foi bom nos dois amistosos: venceu Portugal, atual vice-campeão europeu da categoria, e os donos da casa – os dois jogos por 1 a 0. 

“Foram duas partidas de alto nível e que nos dão um bom termômetro para o Mundial. Criamos muitas situações de gol, poderíamos ter conseguido placares mais elásticos, e fomos exigidos na defesa, o que é ótimo como preparação”, diz o técnico. 

Nas duas partidas, o treinador conseguiu utilizar o seu esquema preferido com três atacantes. Contra a Nova Zelândia foram titulares o palmeirense Gabriel Jesus, o cruzeirense Judivan, autor do gol, e Marcos Guilherme, do Atlético Paranaense. “O grupo está evoluindo bem e vamos chegar com um bom ritmo na estreia”, diz Gabriel Jesus.

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