Nilton Fukuda | ESTADAO CONTEUDO
Nilton Fukuda | ESTADAO CONTEUDO

Pouco inspirado, Brasil arranca empate da Argentina

Seleção joga mal, não consegue tirar proveito dos desfalques do adversário e volta para casa com um ponto

Raphael Ramos, enviado especial a Buenos Aires, O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2015 | 00h16

Nem com Neymar de volta após cumprir quatro jogos de suspensão o Brasil soube tirar proveito dos seis desfalques que a Argentina teve ontem no Monumental de Núñez e ficou no empate por 1 a 1. Com o resultado em Buenos Aires, a seleção continua sem vencer fora de casa nas Eliminatórias da Copa do Mundo. Em dois jogos, são uma derrota – na abertura caiu diante do Chile em Santiago – e um empate.

Passadas três rodadas, o Brasil soma quatro pontos. O time volta a campo na terça-feira, quando recebe o Peru em Salvador, e não terá o zagueiro David Luiz, expulso no fim do jogo de ontem por jogada perigosa.

O Brasil é hoje uma seleção extremamente dependente de Neymar. Com o craque pouco inspirado, a seleção passou aperto ontem diante de uma Argentina esfacelada no ataque, sem Messi, Agüero, Tevez e Pastore, todos machucados. Na defesa, o time ainda não contou com o lateral Zabaleta e o zagueiro Garay, também cortados por lesão.

A partida foi duríssima para o Brasil. A Argentina começou o jogo em um ritmo alucinante. Pelo lado esquerdo da defesa brasileira, Di María partiu para cima de Filipe Luís e David e, com apenas cinco minutos, já havia criado duas boas chances de abrir o placar. Acuado, o Brasil mal conseguia passar do meio de campo.

Depois de dez minutos de muita pressão, a seleção conseguiu deixar o jogo um pouco mais equilibrado, mas não o suficiente para levar perigo à Argentina. Para piorar, Ricardo Oliveira praticamente não participava do jogo. O atacante ficou “encaixotado” entre os zagueiros e mal encostava na bola.

Outra novidade na escalação de Dunga, o meia Lucas Lima atuava muito mais como um defensor do que como armador das jogadas de ataque, função para qual foi colocado em campo na vaga de Oscar.

O Brasil era um time sem repertório. A equipe parecia jogar à espera de algum lance genial de Neymar.

Mas quem acabou fazendo uma jogada brilhante foi Di María. Aos 33 minutos, o argentino passou a bola entre as pernas de Lucas Lima e deu ótimo passe em profundidade para Higuaín nas costas da defesa brasileira. O atacante rolou para o meio da área e Lavezzi só teve o trabalho de empurrar para o gol.

O Brasil só não sofreu o segundo gol logo com um minuto no segundo tempo porque foi salvo pela trave após o chute de Benega. Com dez minutos, Dunga resolveu dar mais velocidade ao ataque e trocou Ricardo Oliveira por Douglas Costa. O time melhorou e, três minutos depois, saiu o gol. Daniel Alves fez o cruzamento pela direita, Douglas Costa cabeceou na trave e, no rebote, Lucas Lima bateu de primeira para o funda rede.

O gol recolocou o Brasil no jogo. A Argentina, porém, continuava perigosa. Aos 32, por exemplo, Filipe Luís quase marcou contra depois do cruzamento de Rojo.

O Brasil passou aperto nos minutos finais. A situação ficou ainda mais delicada com expulsão de David Luiz, mas o time conseguiu se segurar até o apito final.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.