Diego Vara/Reuters
Diego Vara/Reuters

Brasil atropela Honduras e faz 7 a 0 no último teste antes da Copa América

Seleção não sentiu falta de Neymar e conseguiu bom resultado prestes a iniciar sua participação na competição continental

Gonçalo Júnior, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2019 | 18h11

Na última partida antes da estreia na Copa América, a seleção brasileira conquistou a maior goleada na era Tite. Diante de Honduras, rival frágil e que teve um jogador expulso no primeiro tempo, o time marcou forte, jogou coletivamente e mostrou variação de jogadas ofensivas para construir a goleada de 7 a 0 com grande facilidade. O time ainda acertou duas bolas na trave com Phillipe Coutinho. Na sexta-feira, o Brasil estreia no torneio sul-americano diante da Bolívia, às 21h30, no estádio do Morumbi

Com a goleada, a seleção vira uma página conturbada. Neymar perdeu a braçadeira de capitão após empurrar um torcedor do Paris Saint-Germain. Em maio, foi acusado de estupro, o que deixou o ambiente carregado na Granja Comary. O atacante foi cortado por ruptura do ligamento do tornozelo direito. 

Sem Neymar, o Brasil foi obrigado a dividir a responsabilidade na armação dos ataques. A fragilidade do rival facilitou a movimentação dos atacantes e o jogo ofensivo fluiu com domínio avassalador: o índice de posse de bola da seleção era de 80% na metade do primeiro tempo. A equipe procurou sufocar o adversário, com marcação na saída de bola, e diversificar os ataques pelos lados do campo. 

Com isso, o time já vencia por 2 a 0 aos 12 minutos do primeiro tempo. Foram dois gols de cabeça. O primeiro nasceu de uma bela jogada de Richarlison, que fez tabela com Daniel Alves. A finalização de Gabriel Jesus foi precisa. O segundo gol foi feito por Thiago Silva, após escanteio de Philippe Coutinho. Jogada ensaiada com cruzamento na primeira trave que deu certo. 

O terceiro gol saiu no final do primeiro tempo. Richarlison sofreu pênalti após outra boa jogada individual. Na cobrança, Coutinho marcou e começou a construir a goleada. O gol marcado deixou em relevo a boa atuação do meia do Barcelona e iniciou uma sequência de bons lances. Ele acertou duas bolas na trave em chutes de fora da área, o segundo quase foi no ângulo. 

Ao contrário do que havia acontecido diante do Catar, quando diminuiu o ritmo, a equipe continuou forçando o jogo no segundo tempo. Após lançamento de Fernandinho para Richarlison escorou com inteligência para Gabriel Jesus marcar. O goleiro falhou no lance. O quinto gol foi saiu após um contra-ataque clássico. Em pouco lances, a equipe roubou a bola na defesa, Filipe Luís tocou para David Neres, que avançou e finalizou com categoria. Foi seu primeiro gol na seleção. 

No segundo tempo, Tite testou praticamente todas as opções ofensivas e escalou todos os jogadores disponíveis. Isso manteve a atuação intensa e objetiva. E saíram mais gols: Firmino anotou com estilo na saída do goleiro aos 19 e Richarlison mostrou seu oportunismo aos 24, definindo o placar da maior goleada da era Tite. 

FICHA TÉCNICA

BRASIL 7 x 0 HONDURAS

BRASIL - Alison; Daniel Alves, Marquinhos (Militão), Thiago Silva (Miranda) e Filipe Luís; Casemiro (Fernandinho), Arthur (Alan) e Coutinho (Everton); David Neres, Gabriel Jesus (Firmino) e Richarlison. Técnico: Tite. 

HONDURAS - Luis López; Crisanto, Henry Figueroa, Maynor Figueroa e Izaguirre (Alvarado); Garrido (Castellanos), Acosta e Alexander López (Béckeles); Elis, Rojas (Chirinos) e Quioto. Técnico: Fabián Coito.

GOLS - Gabriel Jesus, aos 6; Thiago Silva, aos 12, Coutinho, aos 37 minutos do 1º T; Jesus, a 1 minuto; Neres, aos 10; Firmino, aos 19, Richarlison, aos 24.

ÁRBITRO - Andrés Cunha (URU). 

CARTÕES AMARELOS - Casemiro (Brasil); Rojas e Elis (Honduras). 

CARTÃO VERMELHO - Quioto (Honduras). 

PÚBLICO - 16.521 pagantes. 

RENDA - R$ 1.202.890,00 

LOCAL - Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). 

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