Brasil define futuro na Copa Ouro

O Brasil define nesta terça-feira o seu futuro na Copa Ouro. Uma vitória por dois gols de diferença contra Honduras, às 23h (horário brasileiro), no Estádio Azteca, garantirá matematicamente a classificação para as quartas-de-final. Uma vitória por um gol de vantagem deixará o time perto da vaga, mas ainda na dependência do resultado do confronto de quinta-feira entre México e Honduras. Com um empate, o Brasil precisará torcer para o México contra os hondurenhos. Uma derrota significará a eliminação. O técnico Ricardo Gomes ainda não definiu a escalação. Ele quer um time que tenha a movimentação apresentada no primeiro tempo da partida contra o México aliada à presença de Kaká mais perto do gol, como no segundo tempo do jogo de estréia. A chave para resolver a equação é a condição física de Thiago Motta. Se o jogador do Barcelona disser ao treinador que está se sentindo melhor do que estava no domingo, entrará no lugar de Ewerthon e dará liberdade para Júlio Baptista fazer as jogadas pelo lado direito - o técnico acha que ele poderia ter se soltado mais por aquele setor contra o México -, com Kaká no meio e Robinho na esquerda. Caso Thiago não se sinta com fôlego para os 90 minutos, Ricardo Gomes já decidiu que o deixará no banco para aproveitá-lo quando os outros jogadores já estiverem desgastados. "Não gosto de colocar um jogador já sabendo que vou ter de tirá-lo, prefiro usá-lo no segundo tempo", argumentou o treinador. "Esperava que o Thiago chegasse em melhores condições, mas infelizmente isso não aconteceu." Como o preparador físico Luís Otávio garantiu ontem que Thiago Motta ainda não tem condição para atuar os 90 minutos, é pouco provável que ele comece jogando. Nesse caso, o mais provável é que Ricardo mantenha o time que começou domingo, mas com uma mudança tática: Kaká no ataque com Robinho e Ewerthon voltando mais para compor o meio-de-campo. "O Ewerthon sabe fazer isso, já fez no Borussia. É uma boa opção." Carlos Alberto, o outro reserva para o meio-de-campo, não tem chance de começar jogando, segundo o treinador. Sem tempo para treinar o time - os jogadores que enfrentaram o México fizeram apenas hidroginástica pela manhã e uma corrida leve à tarde -, Ricardo Gomes se dedicou mais ao trabalho de motivar a garotada para a partida desta terça. "Assim que entramos no vestiário depois do jogo com o México eu já peguei pesado para não deixar cair o ânimo deles. Falei que o resultado tinha sido negativo, mas a nossa performance tinha sido positiva. Eles são jovens de muito talento e minha missão é assumir a responsabilidade e deixá-los tranqüilos para jogar o que sabem, sem timidez. Acho que as conversas deram resultado, porque sinto que eles estão animados." Ricardo Gomes não tem muitas informações sobre Honduras - não conseguiu os vídeos dos três amistosos de preparação que a equipe disputou contra times colombianos antes de vir para o México -, mas tem tanta confiança em seus jogadores que não está muito preocupado com esse detalhe. "Honduras teve tempo para se preparar para o torneio, algo que nós não tivemos. Mas nós vamos ganhar, tenho certeza. Eu disse domingo e repito: se jogarmos o futebol que jogamos contra o México, dificilmente deixaremos de ganhar de novo. É só a bola entrar. E vai entrar." A equipe brasileira deverá iniciar a partida com Gomes; Maicon, Luisão, Alex e Adriano; Paulo Almeida, Júlio Baptista, Ewerthon (Thiago Motta) e Diego; Kaká e Robinho.

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