WERTHER SANTANA/ESTADÃO
WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Brasil e Argentina duelam por vaga na final da Libertadores

River e Grêmio se enfrentam nesta terça-feira; na quarta-feira, o Boca Juniors recebe o Palmeiras na outra semifinal

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2018 | 07h00

A Libertadores começa hoje suas semifinais históricas que reúnem, pela primeira vez, dois confrontos entre brasileiros e argentinos, os donos do continente. Os times do Brasil serão visitantes. O Grêmio, atual campeão, vai enfrentar o River Plate nesta terça-feira, às 21h45, em Buenos Aires. Amanhã, no mesmo horário, o Boca Juniors recebe o Palmeiras.

São semifinais únicas também pelo número de títulos em campo: 13. Apenas o Boca Juniors, que passou pelo Cruzeiro no sufoco na fase anterior, tem quase metade dos títulos (seis edições), Grêmio e River (três) e Palmeiras (uma).

 O volante Felipe Melo esquentou a rivalidade e publicou nas redes sociais uma foto do Superclássico de 2009 entre os dois países na qual ele encara Lionel Messi. A foto está em um quadro na sala de sua casa.

O ex-lateral Arce, que foi campeão da Libertadores pelo Grêmio e pelo Palmeiras e hoje dirige o Al Ohod, da Arábia Saudita, aposta em uma final brasileira. “Os dois são grandes times. O Palmeiras tem uma sequência espetacular com o professor Luiz Felipe Scolari, que tem grande experiência e sabe controlar a ansiedade do grupo. O Grêmio é o atual campeão, é um dos melhores conjuntos no Brasil”, comentou o paraguaio.

Embora os elencos sejam recheados de craques, os treinadores terão destaque também. Os dois confrontos reúnem quatro técnicos que já foram campeões pelos clubes que dirigem. Luiz Felipe Scolari, Marcelo Gallardo, Guillermo Schelloto e Renato Gaúcho também são ídolos de suas respectivas equipes e exemplificam a rivalidade entre brasileiros e argentinos.

Renato levantou a taça como jogador (1983) e treinador (2017) e se tornou o único brasileiro a conseguir esse feito. O Grêmio busca o bi, algo que não acontece desde 2000/2001, com o Boca Juniors. “A maior prova (de sucesso) são os números. Tanto dele no River (Gallardo) quanto comigo aqui no Grêmio. É importante sempre ter resultados”, disse Renato.

Marcelo Gallardo, técnico do River Plate, também venceu o torneio como jogador (1996) e treinador (2015). Foi ídolo nos anos 1990 e a identificação com o clube ajudou em sua ascensão. No último fim de semana, o time perdeu invencibilidade de 32 partidas ao ser batido pelo Colón (1 a 0). Aos 42 anos, o treinador está cotado para assumir a seleção argentina, que ainda não tem treinador oficial. “Será um jogo duro contra o Grêmio. Os dois times trabalham bem a bola, mas tenho fé de que conseguiremos levar um bom resultado”, afirmou.

O Palmeiras tem Felipão, e isso diz muito para o torcedor. Responsável pela única conquista do clube em 1999, ele personifica o estilo copeiro. A campanha é irretocável, pois o time venceu todos os jogos como visitante. A medida da confiança do palmeirense foi dada ontem, na festa da torcida no embarque para o Buenos Aires.

Como a administração do aeroporto de Guarulhos informou que os jogadores fariam o embarque longe das áreas comuns do aeroporto, a torcida mudou os planos e marcou uma manifestação em frente ao hotel. Centenas de torcedores foram apoiar os atletas. A festa deve acontecer também em solo argentino: os ingressos dos visitantes foram esgotados em um dia.

O Boca terá no banco de reservas Guillermo Schelotto, dono de quatro títulos da Libertadores. O rival portenho é um verdadeiro fantasma para os brasileiros. Após passar pelo Cruzeiro nas quartas de final, o time soma 14 triunfos em 17 mata-matas contra clubes do Brasil.

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