Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Brasil e França ficam no 0 a 0

A festa dos 100 anos da Fifa foi impecável. O cenário, espetacular, o Stade de France. As equipes, charmosas, eram França e Brasil, as duas últimas campeãs do mundo e líderes do ranking internacional. Os uniformes do primeiro tempo, originais, reproduziam a forma como jogadores se vestiam no início do século passado. Os dois times, poderosos, entraram em campo recheados de astros. A torcida, animada, lotou um dos palcos esportivos mais bonitos da Europa. Faltou um detalhe - importante e fundamental no futebol: o gol. O resultado de 0 a 0, até comum, dessa vez teve sabor de estraga-prazer. As 79.344 pessoas que pagaram para ver a "revanche da final de 1998" não foram premiadas com espetáculo à altura da tradição dos personagens centrais. França e Brasil, para usar um chavão do futebol, se respeitaram demais. Quando isso acontece, quem menos se delicia é o público. Assim, mesmo com a presença de grifes como as de Roberto Carlos, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Zidane, Henry, as chances boas, reais, de gol, podem ser contadas nos dedos de uma só mão. O ritmo, a pegada, o astral foram quase sempre de amistoso mesmo, embora não tenham faltado uma ou outra dividida mais dura e provocações de praxe. Sob olhares atentos de vips e donos da bola, como Beckenbauer, Di Stefano, Platini, Blatter, príncipe Albert, de Mônaco, franceses e brasileiros fizeram jogo mais travado do que se esperava e não se preocuparam muito com o ataque. No primeiro tempo, os anfitriões usaram camisa azul com botões, além de bermuda branca, cinto bege e meias vermelhas. Como mandava o figurino dos primeiros anos do século 20. Os brasileiros vestiram uniforme branco, usado de 1914 até o fiasco na final do Mundial de 1950. Com a vestimenta pouco usual, as duas equipes amarraram o clássico. O Brasil no início usou a velocidade de Cafu - tanto que foi o capitão do penta quem deu o primeiro chute a gol, para fora, aos 8 minutos. No minuto seguinte, Ronaldo deu drible rápido em Boumsang, na área, mas chutou mal, de esquerda. O ídolo do Real Madrid ainda arriscou de direita, aos 22, mas Coupet desviou. A França despertou só no meio da etapa inicial, com duas boas descidas em contra-ataque - numa delas, Henry deu corte seco sobre Cris, teve o gol aberto a sua frente e chutou para fora, em nada lembrando o ?matador? terrível do Arsenal. Na seqüência, desviou cruzamento de Trezeguet, mas Dida pegou. No segundo tempo, os times entraram com uniformes atuais e previsíveis como o futebol que mostraram. O ritmo foi mais lento e nem as três substituições para cada lado mudaram o panorama. O lance mais significativo do Brasil veio em chute de Roberto Carlos, aos 20 minutos, que bateu na trave. À medida que o jogo se aproximava do fim, ficava claro que o 0 a 0 estava de bom tamanho. Para a torcida... bom, para esta restou o consolo de curtir a noite de primavera e temperatura amena de uma das cidades mais lindas do mundo. França - Coupet; Thuram, Boumsong, Desailly (Mendy) e Gallas; Vieira, Makelele, Pires (Wiltord) e Zidane (Kapo); Trezeguet e Henry. Técnico - Jacques Santini.Brasil - Dida; Cafu, Luisão, Cris e Roberto Carlos; Edmilson, Juninho Pernambucano (Júlio Baptista), Zé Roberto (Edu) e Kaká (Alex); Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho. Técnico - Carlos Alberto Parreira.Juiz - Manuel Mejuto Gonzalez (ESP).Público - 79.344 pagantesLocal - Stade de France (Paris)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.