Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Brasil e Itália disputam para ver quem pega a Espanha na semifinal

Quem ficar em segundo no Grupo A vai medir forças com os campeões do mundo

ROBSON MORELLI - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2013 | 08h01

SALVADOR -

No treino desta sexta-feira, apenas Paulinho não participou das atividades no Pituaçu. Em seu lugar, entrou Hernanes. Essa foi a única alteração.

Felipão disse também que está "doidinho" para colocar Bernard no time, mas sabe que precisa esperar um pouco mais para não perder o embalo do entrosamento. "Quando der, a gente vai rodando."

Ele pode ainda dar folga para Thiago Silva e Daniel Alves, para escalar Dante e Jean, respectivamente. E por causa dos cartões amarelos. "Não vamos jogar pelo empate. Vou analisar a Itália para saber como ela vem. Sei que fará algumas mudanças. Isso nos dirá a nossa postura", disse Felipão.

Mesmo com a Itália desfigurada e cansada depois do jogo com os japoneses, o Brasil não terá moleza na Fonte Nova. O técnico italiano coloca o time no ataque, adiantando seu meio de campo. A seleção brasileira ainda não enfrentou um esquema desses na Copa das Confederações. Isso faz com que Felipão prenda seus volantes e até os laterais quando não estiver com a bola, formando uma linha de quatro e mais quatro no meio. Ironicamente, o mesmo esquema que tem sofrido para superar em seus rivais.

Com a marcação italiana avançada, se os meias do Brasil e, principalmente, Neymar conseguirem furar o primeiro bloqueio, terá espaço para partir para cima da defesa italiana. 

SORTE

O Brasil ainda pode se aproveitar da ausência de Pirlo, machucado e com a possibilidade de não jogar mais no torneio. Ele coordena as jogadas e a Itália fica mais fraca sem o seu maestro.

Também será a primeira vez de Neymar contra um grande da Europa numa condição de novo jogador do Barcelona na seleção. Neymar foi eleito o "cara do jogo" nas duas partidas da seleção até agora. Fez dois gols e começou contra o México a se soltar um pouco mais, com jogadas bonitas e objetivas, lembrando em algumas ocasiões aquele Neymar do Santos de 2012. Abate, o lateral-direito da Itália, já tem pesadelos com o atacante brasileiro. Embora Neymar ocupe o campo todo, é na esquerda que ele se fixa. Foi assim contra o Japão e muito mais diante do México.

Fred e Oscar são outros dois jogadores pressionados por uma resposta imediata. Ambos fazem o trabalho tático que Felipão pede, mas pessoalmente precisam de mais.

Fred prometeu gols em todas a partidas. Não fez nenhum. Para atormentá-lo, seu substituto Jô já marcou duas vezes. Oscar é um leão no trabalho pela direita, mas é na frente e na criação das jogadas que o torcedor quer vê-lo brilhando contra a Itália na Fonte Nova.

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