Brasil e Japão tentam fugir da França

O Japão anunciou durante todo o dia que escalaria um time reserva para enfrentar o Brasil, a partir das 7h30 desta segunda-feira (horário em Brasília), no estádio Muncipal de Kashima. Porém, com os resultados do Grupo A da Copa das Confederações, que deram o primeiro lugar a França, o técnico Phillippe Troussier ficou de repensar a decisão.O motivo é simples: quem ficar em segundo no Grupo B vai ter de enfrentar numa das semifinais os atuais campeões do mundo. Se o Brasil vencer os japoneses, o time de Emerson Leão termina a primeira fase como líder da chave e se credencia a jogar com a Austrália na próxima etapa. Empate ou derrota da seleção brasileira nesta segunda-feira beneficiariam o adversário, que assim garantiria a primeira posição do Grupo B. Em qualquer dessas duas hipóteses, estaria selada a antecipação do tira-teimas da final do Mundial de 98, entre Brasil e França, para a segunda partida pelas semifinais da Copa das Confederações, quinta-feira, na cidade de Suwon, na Coréia do Sul.Diante da inesperada classificação da França como vencedora de seu grupo, o técnico do Japão resolveu definir a equipe somente minutos antes do confronto.O jogo deve atrair mais de 40 mil pessoas ao estádio. No mesmo horário, Camarões e Canadá se enfrentam na cidade de Niigata.Só há uma possibilidade, remotíssima, de o Brasil ser eliminado: se perder para os japoneses por goleada e Canadá vencer os africanos também por um placar elástico.Troussier considerava à tarde o jogo como um evento festivo "para celebrar a classificação dos dois times." O técnico do Japão pensava em deixar fora a maioria dos titulares "por motivo de descanso".Leão só teve um problema para escalar o time - Anderson, com uma lesão muscular, foi cortado do grupo. Por isso, Leandro ganhou a vaga no ataque. O treinador rebateu as críticas recebidas após o empate sem gols com os canadenses e confirmou Leomar no meio-de-campo. "O Leomar acerta o meio e a defesa, é um batalhador, trabalha em equipe e não individualmente", elogiou. Vampeta continua na reserva e, pelas palavras do técnico, dificilmente deve voltar à equipe titular tão cedo. "Ele vem mal pelo clube (o Paris Saint-Germain) e não produziu nos últimos jogos da seleção."Leão admitiu que o futebol do Japão progrediu muito depois da "importação" de profissionais brasileiros, entre os quais ele se inclui. "Sinto orgulho e inveja disso. Quando cheguei aqui, a J. League estava começando. Hoje o país desfruta de estádio belíssimos, com gramados em perfeito estado", comentou, referindo-se à Liga de Futebol do Japão e ressaltando, em seguida, a rapidez e eficiência dos investimentos no esporte.Leão trabalhou em dois períodos no país, entre 1992 e 1996. Ele disse que o Brasil vai buscar a vitória o tempo todo, como é a característica da equipe. O treinador pediu aos atletas marcação forte, deslocamentos velozes e toques rápidos.

Agencia Estado,

03 de junho de 2001 | 13h19

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