Michael Kooren/Reuters
Michael Kooren/Reuters

'Brasil é um time como qualquer outro', provoca Cruyff

Ex-craque holandês diz que 'não pagaria para ver a seleção brasileira jogar'

JAMIL CHADE, Agência Estado

30 de junho de 2010 | 14h16

JOHANNESBURGO - Às vésperas do jogo entre Brasil e Holanda, Johann Cruyff partiu para a provocação contra a seleção de Dunga. O ex-comandante da Laranja Mecânica, que derrotou os brasileiros na Copa de 1974, insistiu que "não pagaria para ver a seleção brasileira jogar" e alertou que o Brasil se transformou em "um time como qualquer outro da Copa".

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No início do Mundial, Cruyff deu uma longa entrevista à Agência Estado atacando Dunga e acusando o treinador brasileiro de ter criado a cultura de "tratar a bola como inimiga". "A bola é no pé, tocada com carinho e como uma amiga. Não como uma inimiga", disse. Três semanas depois, manteve sua visão a jornais ingleses de que de que a seleção brasileira é "monótona".

Nem mesmo a vitória do Brasil sobre o Chile e sobre a Costa do Marfim, cada uma com três gols feitos, empolgou o holandês. "Eu nunca pagaria uma entrada para assistir a um jogo dessa seleção do Brasil. Para onde é que desapareceu o time brasileiro nessa Copa do Mundo", disse Cruyff, considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos.

"Eu olho para esse time e lembro-me de pessoas como Gerson, Tostão, Falcão, Zico ou Sócrates. Agora, só vejo Gilberto, (Felipe) Melo, (Michel) Bastos, Julio Baptista", afirmou. "Onde está a mágica brasileira?", questionou.

Cruyff, que vai lançar em poucas semanas um programa social para educar jogadores no Brasil, ainda disse que a seleção não tem jogadores de armação com talento. "Posso entender porque Dunga escolheu alguns jogadores. Mas onde é que estão os talentos do meio-campo?", perguntou. "Não acredito que um torcedor pagaria para assisti-los".

O ex-jogador comentou ainda que a seleção brasileira não é superior a nenhuma outra dessa Copa. "O Brasil precisa jogar com mais intensidade, com mais mordida no campo porque não são especiais. Ela é uma seleção como qualquer outra nessa Copa do Mundo", opinou.

 

 

 

 

 

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