Brasil empata com o Peru e perde liderança

Quando o Brasil está em campo, há sempre expectativa de futebol de bom nível. Mas essa esperança foi frustrada neste domingo à tarde, no Estádio Monumental, em Lima. Os campeões do mundo jogaram aquém do aceitável, levaram sufoco no segundo tempo e se contentaram com empate por 1 a 1 contra o Peru. Ainda assim, o resultado magro, na terceira rodada das Eliminatórias da América do Sul, manteve a equipe de Carlos Alberto Parreira no topo, com 7 pontos, junto com a Argentina, que tem saldo melhor ? 6 contra 2. A seleção assustou os 60 mil peruanos que foram apoiar sua equipe. Logo aos 39 segundos, Ronaldo roubou bola no ataque, tocou para Rivaldo, que passou para Kaká chutar forte, rente ao gol de Ibañez. Foi um susto nos donos da casa, uma impressão falsa de que os rivais seriam esmagados sem dó. A jogada rápida serviu para inibir o Peru, que se mostrou mais cauteloso e menos atrevido. O Brasil também não se animou demais, mas aos 20 minutos ficou em vantagem, depois que Kaká viu Rivaldo livre, na entrada da área, e fez o passe curto. O meia-atacante driblou Galliquio e foi derrubado. O próprio Rivaldo cobrou o pênalti e fez 1 a 0. O Brasil, então, se soltou? Nada disso. O ritmo manteve-se praticamente inalterado e a distribuição tática bem ortodoxa, com defesa, meio-campo e ataque como compartimentos separados, com vida independente. Os momentos de ligação harmoniosa entre os setores foram raros e a melhor oportunidade para aumentar a diferença veio apenas aos 38 minutos, em cruzamento de Cafu que Rivaldo pegou em cheio, de primeira, para acertar o travessão. Houve ainda duas outras tentativas de tabela ? aos 44, entre Kaká e Zé Roberto, e aos 46, com Rivaldo e Emerson. Nada extraordinárias. Se o primeiro tempo não entusiasmou, o segundo só não foi marasmo total porque o Peru resolveu jogar um pouquinho. O Brasil ensaiou assustar, de novo, com arremate de Rivaldo aos 5 minutos, que Ibãnez pegou. Mas foram os anfitriões partiram para cima, embora apelassem para os chuveirinhos, recurso dos mais antigos do futebol de desespero. A primeira tentativa veio aos 6 minutos, com cabeçada de Solano que Dida aparou. A segunda, aos 10, com conclusão de cabeça de Pizarro. Na terceira, o prêmio para os peruanos: a bola foi levantada para a área, Dida ficou no meio do caminho, assim como Zé Roberto e Lúcio. Já Solano, esperto, se antecipou e testou forte. O Brasil já não empolgava e a partir daquele momento desandou. O meio-campo ficou perdido, a defesa abusou de chutões para a frente, Rivaldo ainda tentou, com um chute aos 23 minutos, e Ronaldo ? isolado, pesado e dispersivo ? nem de longe foi o ?fenômeno? habitual. Sorte que o Peru também não é grande coisa.

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