Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Brasil encara a Áustria em último teste antes da Copa do Mundo

Com força máxima, Tite deve escalar em Viena o mesmo time da estreia no Mundial, diante da Suíça, no próximo domingo

Almir Leite, enviado especial a Viena, O Estado de S.Paulo

09 Junho 2018 | 21h00

A seleção brasileira faz neste domingo, contra a Áustria, em Viena, o último amistoso de preparação para a Copa do Mundo. Pouco depois da partida prevista para as 11h (de Brasília), no estádio Ernst Happel, a delegação viajará para a Sochi, onde estabelecerá seu quartel-general na Rússia. Tite espera desembarcar com a certeza de que o caminho para o hexa está bem traçado.

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Esse trajeto passa pela recuperação 100% de Neymar, que pela primeira vez desde que sofreu a fratura no pé direito, dia 25 de fevereiro, começará uma partida. Embora não esteja totalmente pronto, o craque demonstra confiança, não está com receio de se expor em jogadas ríspidas e parece mesmo focado na Copa do Mundo.

Com a estrela da companhia presente, Tite escala a equipe que considera a melhor no momento, ofensiva, embora não garanta que seja a da estreia na Copa. Mas se o desempenho for bom, ele não terá dúvida: é o time que jogará contra a Suíça.

A equipe terá dois meias que jogam avançados, Willian e Philippe Coutinho, e um centroavante que tem tanto boa movimentação quanto presença de área. E Neymar.

Tite quer esse quarteto pressionando os austríacos, embora de certa forma ainda careça de entrosamento, pois até agora eles só jogaram juntos três vezes, e em partes de partidas – duas pelas Eliminatórias e no amistoso com a Croácia –, num total de 60 minutos.

 

A expectativa é de que a Áustria não marque tão forte a saída de bola como fez a Croácia no amistoso vencido pelo Brasil por 2 a 0 domingo passado, em Liverpool. Mas deverá fazer alguma pressão e, em vez de apenas se defender, buscará ações ofensivas como fez no recente amistoso em que superou a campeã Alemanha por 2 a 1.

Segundo o auxiliar técnico Sylvinho, mais do que para o jogo com a Suíça, a Áustria será bom teste para a partida com a Costa Rica, a segunda do Brasil na Copa. “A Suíça tem linhas baixas, mas é uma linha de quatro (jogadores) definitiva. A segunda linha é de quatro, até de cinco. Já a Áustria está como a Costa Rica. A semelhança tática é com a Costa Rica’’, disse.

Para o zagueiro Miranda, que pela terceira vez será o capitão com Tite, jogar contra a Áustria vai ser bastante útil para o Brasil. “Eles melhoraram muito, estão invictos a quatro jogos, enfrentando grandes adversários. Vai ser um belo este para nós.’’

Um dos aspectos que Tite treinou durante a última semana de preparação do Brasil no CT do Tottenham, em Londres, foi a saída de bola. Ele quer rapidez e mais qualidade no passe, por maior que seja a pressão do adversário.

Na etapa final, ele fará alterações para certificar-se de como se saem algumas de suas opções. Neymar deve ser substituído aos 65 minutos e Douglas Costa, recuperado de lesão muscular, poderá ter sua velocidade testada. Fagner pode ganhar alguns minutos na lateral direita e Roberto Firmino tem chance outra vez de entrar no lugar de Gabriel Jesus.

 

 

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