Brasil encara a pressão sul-africana para ir à decisão

Temperatura na casa de um grau negativo. Casa cheia, com expectativa de pelo menos 60 mil pessoas torcendo contra, ao som das irritantes vuvuzelas (cornetas). E um gramado em péssimas condições. Neste ambiente adverso, o Brasil decide contra a África do Sul uma vaga à final da Copa das Confederações, nesta quinta-feira, a partir das 15h30 (horário de Brasília), no estádio Ellis Park, em Johannesburgo.

LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI E SILVIO BARSETTI, Agencia Estado

25 de junho de 2009 | 08h03

Os sul-africanos estão animados e cheios de confiança para enfrentar o Brasil. Para ajudar, os jogadores da seleção e o técnico brasileiro Joel Santana foram visitar nesta terça a lenda viva Nelson Mandela, de 91 anos. Posaram para fotos e receberam o apoio do maior líder da África do Sul. "Boa sorte e eu acredito em vocês, foi tudo o que ele disse", contou o zagueiro e capitão Mokoena.

Abençoados por Mandela e empurrados pela imensa torcida, os jogadores da Bafana Bafana (apelido da seleção sul-africana) querem entrar para a história nesta quinta-feira. Por tudo isso, Dunga ligou o sinal de alerta do lado brasileiro. "A motivação desses jogadores é imensa para jogar contra o Brasil e fazer uma grande partida. Eles são os donos da casa, estão crescendo na competição", avisou o treinador.

Além da motivação natural, Dunga elogiou o time da África do Sul. "Fizeram um bom jogo contra a Espanha (derrota por 2 a 0). É uma equipe africana, com as características tradicionais, são rápidos e fortes. Tentaremos bloquear os pontos positivos deles", disse o treinador, que sabe que os brasileiros irão jogar sob imensa pressão nesta quinta diante de tamanho favoritismo contra os sul-africanos.

Mas a estratégia de Dunga não muda. O Brasil deve marcar forte e resolver a questão nos contra-ataques - de preferência, ainda no primeiro tempo, como já fez nas vitórias contra Estados Unidos e Itália. Na escalação, apenas uma dúvida: Luisão ou Miranda na vaga de Juan, que sofreu uma lesão na coxa esquerda e está fora da disputa da Copa das Confederações - a tendência é pelo primeiro.

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