Brasil encara jejum contra o Uruguai

Passado o duelo com o Peru, agora é hora de pensar no Uruguai, adversário de quarta-feira, em Montevidéu. Haverá um longo jejum em jogo: há 29 anos o Brasil não vence a seleção uruguaia no estádio Centenário. Carlos Alberto Parreira sabe que encontrará uma seleção uruguaia bem diferente daquela que o Brasil enfrentou em novembro de 2003, em Curitiba. Aquele jogo terminou empatado em 3 a 3, mas, para o treinador, o Brasil poderia ter goleado. Só não fez isso por "vacilos" no segundo tempo. Para Parreira, o time do Uruguai melhorou bastante desde que mudou de treinador: saiu Carrasco, que comandou a Celeste naquele empate, e entrou Jorge Fossati."O Uruguai mudou bastante. É um time muito mais bem organizado agora", disse Parreira. "O que o Carrasco fazia era suicídio. Colocava quatro, cinco jogadores no ataque. Isso não existe. Tanto que chegou a levar uma goleada histórica de 3 a 0 para a Venezuela em pleno estádio Centenário." Parreira até ri das loucuras que Carrasco costumava fazer. "E ainda tinha gente que o chamava de ?ousado?. Humpf! Colocar quatro atacantes não é ser ousado, é loucura. No jogo do primeiro turno, em Curitiba, era para a gente fazer uns cinco, mas fizemos só três. Eles acharam uns gols e o jogo acabou empatado", lembrou. O técnico da seleção pede muita atenção com o atacante Diego Forlán, do espanhol Villareal, autor de dois gols no empate em Curitiba. Ele é filho de Pablo Forlán, ex-lateral do São Paulo nos anos 70."O Forlán é um atacante perigosíssimo. Tanto é que vice-artilheiro do Campeonato Espanhol, atrás apenas do Eto?o (do Barcelona). Temos que marcá-lo de perto", avisou Parreira.Ele gosta também de outro jogador uruguaio que atua na Espanha, o volante Marcelo ?Pato? Sosa. "Aquele loirinho do Atlético de Madrid é muito bom de bola", disse o técnico.

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