Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Brasil encara pressão sul-africana para ir à final

Seleção de Dunga joga contra os donos da casa a partir das 15h30 desta quinta, em Johannesburgo

Sílvio Barsetti e Luiz Antônio Prósperi, Agência Estado

24 de junho de 2009 | 19h11

JOHANNESBURGO - Temperatura na casa de um grau negativo, casa cheia, com pelo menos 60 mil torcendo contra ao som das irritantes vuvuzelas (cornetas). Neste ambiente adverso, o Brasil decide contra a África do Sul uma vaga na final da Copa das Confederações, nesta quinta, às 15h30 (de Brasília), em Johannesburgo (com acompanhamento online do estadao.com.br).

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Os sul-africanos estão animados e cheios de confiança para enfrentar o Brasil. Para ajudar, os jogadores da seleção e o técnico brasileiro Joel Santana foram visitar nesta terça-feira a lenda viva Nelson Mandela, de 91 anos. Posaram para fotos e receberam o apoio do maior líder da África do Sul. "Boa sorte e eu acredito em vocês, foi tudo o que ele disse", contou o zagueiro e capitão Mokoena.

"Foi um momento especial para nós. Foi incrível se reunir com ele. Ele sempre teve convicção em nós, não só nesta equipe, mas em todas seleções sul-africanas", disse Mokoena. "Mandela é uma pessoa extremamente carismática, a sua simples presença e a maneira como ele falou nos passou paz e tranquilidade. Nunca em minha vida pensei que teria a oportunidade que tive hoje", afirmou Joel Santana.

Abençoados por Mandela e empurrados pela imensa torcida, os jogadores da Bafana Bafana (apelido da seleção sul-africana) querem entrar para a história nesta quinta-feira. Por tudo isso, Dunga ligou o sinal de alerta do lado brasileiro. "A motivação desses jogadores é imensa para jogar contra o Brasil e fazer uma grande partida. Eles são os donos da casa, estão crescendo na competição", avisou o treinador.

Além da motivação natural, Dunga elogiou o time da África do Sul "Fizeram um bom jogo contra a Espanha (derrota por 2 a 0). É uma equipe africana, com as características tradicionais, são rápidos e fortes. Tentaremos bloquear os pontos positivos deles", disse o treinador, que sabe que os brasileiros irão jogar sob imensa pressão nesta quinta-feira, diante de tamanho favoritismo contra os sul-africanos.

Mas a estratégia de Dunga não muda. O Brasil deve marcar forte e resolver a questão nos contra-ataques - de preferência, ainda no primeiro tempo, como já fez nas vitórias contra Estados Unidos e Itália. Na escalação, apenas uma dúvida: Luisão ou Miranda na vaga de Juan, que sofreu uma lesão na coxa esquerda e está fora da disputa da Copa das Confederações - a tendência é pelo primeiro.

Entre os jogadores brasileiros, o clima é de muito otimismo e confiança. Eles têm a nítida noção do que enfrentarão nesta quinta-feira no Estádio Ellis Park. Luís Fabiano sintetiza o sentimento do grupo. "Eles vão jogar sem pressão. Se perderem, tudo bem. Perderam do Brasil. Agora, se ganharem, será feriado nacional", admitiu o atacante, que é o artilheiro da seleção no torneio, com três gols marcados.

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