Brasil enfrenta a Suécia em amistoso festivo em Londres

CBF vai embolsar US$ 1,5 milhão líquidos pelo jogo que acontecerá nesta quarta-feira, às 16h45

Sílvio Barsetti, O Estado de S. Paulo

25 de março de 2008 | 20h04

Hoje (quarta-feira) é um daqueles dias mais festejados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF): é dia de amistoso internacional, em data estabelecida pela Fifa. E para a entidade receber US$ 1,5 milhão líquidos (cerca de R$ 2,6 milhões), a seleção do Brasil vai enfrentar a Suécia, em Londres, num amistoso de pouco ou quase nenhum apelo. Veja também: Amistosos movimentam a quarta-feira na Europa Os ingleses devem lotar o moderno Emirates Stadium, campo do Arsenal, mas muitos compraram ingressos para ver em ação o melhor do mundo, Kaká, cortado no fim de semana por contusão. Outros tantos preferem o que o time de Dunga traz na reserva: o jovem Alexandre Pato, celebrado por toda Europa como o mais novo talento do futebol mundial, e os novatos Lucas, do Liverpool, e Anderson, do Manchester United, destaques na temporada da Inglaterra. Para iniciar a partida desta quarta-feira, a partir das 16h45 (horário de Brasília, com acompanhamento online do estadao.com.br), Dunga optou pelos mais experientes, deixando aqueles com idade olímpica (até 23 anos) no banco de reservas. Na verdade, é um time sem muita graça, com exceção para o ataque, que conta com uma boa dupla: Robinho e Luís Fabiano.  O script já está pronto há vários dias. Os mais antigos na seleção começam o jogo e, a partir do intervalo, vão abrindo espaço para a turma que sonha disputar a Olimpíada de Pequim, em agosto. Dos 22 jogadores à disposição de Dunga em Londres, 12 têm idade olímpica - o meia Diego, na vaga de Kaká, será o único deles entre os titulares. Como não existe no calendário da Fifa datas para amistosos das seleções olímpicas, não resta alternativa ao treinador brasileiro. E cria-se um faz-de-conta que acaba agradando e iludindo muita gente. Ou seja, a empresa árabe TV ART ‘vende’ os jogos da seleção brasileira "principal" por US$ 1,5 milhão e o que se leva a campo é uma seleção mista. Até a Olimpíada mais quatro datas estão previstas pela Fifa - todas em junho. Quem quiser ‘comprar’ os próximos jogos do Brasil, portanto, saiba que pode levar gato por lebre.BrasilJúlio César; Daniel Alves, Lúcio, Alex e Richarlyson; Gilberto Silva, Josué, Diego e Júlio Baptista; Robinho e Luís FabianoTécnico: DungaSuéciaIsaksson; Stoor, Mellberg, Majstorovic e Nilsson; Larsson, Svensson, Källström e Ljumberg; Elmander e AllbäckTécnico: Lars LagerbäckÁrbitro: Não divulgadoHorário: 16h45 (Horário de Brasília)Rádio: Eldorado/ESPN - AM 700 KhzTV: GloboO amistoso desta quarta-feira, que os organizadores insistem em tratar como o da celebração dos 50 anos do primeiro título mundial do Brasil, não tem nada disso. O que reforça o caráter faz-de-conta do duelo com os suecos. A própria CBF reitera que a festa para os campeões de 1958 será no final do ano, num grande evento no Teatro Municipal do Rio. Sem Kaká e Ronaldinho Gaúcho - aliás, os dois voltaram a ser criticados nesta terça-feira por Dunga, por terem pedido dispensa da Copa América de 2007, com o objetivo de descansar, e que "estão" vira-e-mexe contundidos -, o Brasil vai se apresentar pela quinta vez em Londres desde a chegada de Dunga à seleção, após o Mundial de 2006. A capital inglesa parece a nova casa da seleção brasileira que, nesse mesmo período, só atuou uma vez no Maracanã. A imprensa sueca não dá muita importância ao amistoso desta quarta-feira - o principal jogador da Suécia na atualidade, o atacante Ibrahimovic, da Inter de Milão, foi cortado por contusão e não joga. E os ingleses, na entrevista de Dunga, estavam mais interessados em saber a opinião do técnico sobre o futebol da Inglaterra na atualidade. Como hoje é dia de rodada importante dos campeonatos estaduais, pode ser que Brasil x Suécia sirva até como um bom aperitivo. E que não se ofendam os mais velhos, para quem a lembrança de um jogo entre as duas seleções poderia se resumir aos dribles de Garrincha, aos gols de Pelé, Vavá e Zagallo na decisão da Copa de 58 e à elegância de Bellini em erguer o troféu para comemorar a goleada de 5 a 2 sobre a Suécia, em Estocolmo.

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