Divulgação/Fifa
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Brasil entra em campo pelo sexto título do Mundial sub-20

Seleção é a favorita na final diante da Sérvia, na Nova Zelândia

O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2015 | 07h00

Do risco do vexame à glória. A seleção brasileira pode conquistar o hexacampeonato mundial sub-20 na madrugada deste sábado, na Nova Zelândia. Às 2h30, em Auckland, a equipe que começou a competição desacreditada e cheia de problemas encara a Sérvia na decisão. Chega invicta e favorita para alcançar a arquirrival Argentina com seis taças.

Mas quem pensa que tudo são flores na seleçãozinha, engana-se. Troca de comando, corte e contusão de jogadores importantes e preparação conturbada marcaram a fase prévia da competição.

O técnico Rogério Micale assumiu o comando da equipe no lugar de Alexandre Gallo com menos de um mês do pontapé inicial do Mundial sub-20. Já tinha um grupo convocado e ainda teve a ingrata missão de cortar David, Bruno Lopes, Caio Rangel e Yuri Mamute – Kenedy saiu pouco antes por causa de lesão. Sem ‘conhecer’ o grupo, trabalhou por cinco dias em Atibaia e outros 10 na Austrália antes do embarque para a Nova Zelândia.

Adaptou-se ao time e também fez adaptações. Boschilia, por exemplo, foi uma de suas apostas que vieram do banco para resolver. Assim como Jean Carlos, autor do gol mais bonito da seleção na competição (deu dribles de futebol de salão antes de anotar diante da Coreia do Norte), substituto do goleador Judivan, que lesionou gravemente o joelho no jogo diante do Uruguai, nas oitavas de final, após entrada forte e desleal.

São mais de 500 minutos sem um gol sofrido -foram apenas três no torneio. A defesa é consistente e o ataque leve, de triangulações rápidas. Méritos que Micale não aceita assumir. Prefere dividir os méritos. “É a qualidade do jogador brasileiro. Nós nunca perdemos isso, qualidade na mão de obra e eu não adicionei muita coisa”, mostra humildade. “O que eles estão provando neste Mundial é que o jogador brasileiro ainda merece muito respeito.”

Talentos como Gabriel Jesus, Marcos Guilherme, Danilo, Jean Carlos, entre outros, são a esperança de mais uma taça para a coleção brasileira. E a garotada promete não ‘pipocar’ e recuperar a hegemonia na competição em sua nona decisão. Campeã em 2011, a seleção brasileira deu vexame ao nem se classificar para a edição de 2013. Agora, vem de empolgante goleada por 5 a 0 em Senegal na semifinal após duas batalhas nos pênaltis com Uruguai e Portugal após 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação.

“Se olhar bem, não tem um jogador que seja o grande destaque. É todo mundo correndo por todo mundo, sem egoísmo, um fazendo a do outro quando precisa. Jogando com alegria, buscando sempre o gol, mas com responsabilidade, essa fórmula tem tudo para dar certo”, afirma o meia são-paulino Boschilia.

Com razão. Os 14 gols anotados em seis jogos estão espalhados por 11 atletas da seleção. Os artilheiros, por exemplo, foram às redes adversárias apenas duas vezes: Judivan, Boschilia e Marcos Guilherme. Que todos voltem a brilhar e o capitão Danilo possa erguer a tão sonhada taça.

A CAMPANHA DA SELEÇÃO

4 x 2 Nigéria

2 x 1 Hungria

3 x 0 Coreia do Norte

0 x 0 Uruguai (5 a 4 nos pênaltis)

0 x 0 Portugal (3 a 1 nos pênaltis)

5 x 0 Senegal


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