Arquivo/AP
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Brasil finalmente supera o trauma do 'Maracanazo' com título na Copa de 1958

Seleção brasileira conquista o seu primeiro mundial, logo na primeira Copa de Pelé

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 03h00

Se tivesse se limitado apenas a apresentar ao mundo do futebol Pelé, o seu futuro rei e que então era um menino de apenas 17 anos, a Copa de 1958 já teria cumprido seu papel histórico. No entanto, a sexta edição do Mundial marcou por vários outros motivos. Entre eles, pelo primeiro título da seleção brasileira e por ter um artilheiro que fez um número de gols, 13, jamais superado em uma única edição, o francês Just Fontaine. 

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Quando as seleções chegaram à Suécia, porém, havia uma grande favorita, a Alemanha Ocidental. França e Argentina poderiam surpreender e o Brasil era uma incógnita. O futebol brasileiro já começava a ser admirado, pela qualidade técnica de seus jogadores. Mas depois da derrota em casa oito anos antes e da eliminação precoce no Mundial da Suíça, nem mesmo no País se acreditava muito na seleção.

Em campo, porém, a Copa foi bem diferente dos prognósticos. A Argentina não passou da primeira fase e chegou a levar 6 a 1 da Checoslováquia. A Alemanha, que defendia o título, em nenhum momento empolgou e caiu para a anfitriã Suécia nas semifinais. E a Hungria, sensação de 1954, estava enfraquecida, pois perdera os craques Puskas, Kocsis e Czibor, que fugiram do país na revolução de 1956.

A França, por outro lado, mostrou-se uma máquina de fazer gols. Foram 23 em seis jogos, entre eles um 6 a 3 sobre a Alemanha na disputa do terceiro lugar - o Brasil havia parado os franceses, com um contundente 5 a 2, nas semifinais.

A Suécia aproveitou o fator casa para caminhar até o vice-campeonato, seu melhor resultado em Mundiais. Mas a Copa foi do Brasil. Com um futebol irretocável e que foi crescendo a cada jogo, sabendo se impor contra adversários difíceis, como União Soviética e País de Gales, chegou arrasador nas partidas contra Suécia e França e arrebatou a Jules Rimet.

Conquistou, assim, a primeira das cinco taças que tornariam o Brasil o maior ganhador de Copas.

FICHA TÉCNICA DA FINAL

SUÉCIA 2 x 5 BRASIL

SUÉCIA - Svensson; Bergmark, Axborn; Gren, Liedholm, Gustavsson, Parling, Borjesson; Simonsson, Hamrin e Skoglund. Técnico: George Raynor.

BRASIL - Gylmar; Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo. Técnico: Vicente Feola.

GOLS - Liedholm, aos 4, Vavá, aos 9, e aos 32 minutos do 1º tempo. Pelé, aos 10, Zagallo, aos 23, Simonsson, aos 35, e Pelé, aos 45 minutos do 2º tempo.

JUIZ - Maurice Guigue (FRA).

PÚBLICO - 49.737 torcedores.

DATA - 29 de junho de 1958.

LOCAL - Estádio Rasunda, em Estocolmo.

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