Brasil goleia Catalunha por 5 a 2

A seleção brasileira não tem do que se queixar, quando visita Barcelona. Pelo menos nas últimas três ocasiões em que passou pela capital da Catalunha, os ares locais lhe fizeram muito bem. Em 1999, houve empate por 2 a 2, na festa do centenário do próprio Barça, no Camp Nou. Dois anos atrás, vitória por 3 a 1 sobre uma formação local, na preparação final para a disputa do Mundial na Ásia. O melhor desempenho, no entanto, ocorreu nesta terça-feira, nos 5 a 2 na seleção catalã, no treino mais descontraído e eficiente para as partidas contra Argentina (dia 2) e Chile (dia 6) pelas Eliminatórias da Copa de 2006. O caráter de festa ficou mais evidente do que no duelo de 0 a 0 com a França, na semana passada, em Paris. A começar pelas substituições ? só o goleiro Marcos e o zagueiro Luisão jogaram o tempo todo pelo Brasil. O astral leve, em campo, resultou em poucas faltas, em muito espaço para arrancadas dos campeões do mundo e no festival de gols. ?Estamos preparados para enfrentar os argentinos?, comemorou Carlos Alberto Parreira, satisfeito porque foi o jogo em que seu time teve maior poder de artilharia, desde que assumiu, no fim de 2002. A vantagem se tornou concreta já na etapa inicial, e com dois belos lances de Ronaldo. O centroavante do Real Madrid pôde descontar, sobre um combinado mal-ajambrado, a falta de gols que o perseguiu nas apresentações recentes de sua equipe. O primeiro foi aos 16 minutos, com chute certeiro de direita, no canto esquerdo do gol de Valdez. O segundo veio aos 37: Edmilson fez lançamento preciso, do meio-campo, Ronaldo arrancou em velocidade, ajeitou com o pé direito e completou de canhota, no alto. Foi seu 53º gol em dez anos de seleção. O Brasil nem estava com força máxima, porque titulares como Dida, Cafu, Roque Júnior e Kaká ficaram no banco ? e nenhum deles entrou. No segundo tempo, uma infinidade de alterações, combinadas pelos treinadores. Mas quem brilhou foi Júlio Baptista, escalado desde os 21 minutos do primeiro tempo, porque Alex se contundiu. O ex-são-paulino mostrou que não terminou por acaso como vice-artilheiro do Campeonato Espanhol ? 20 gols contra 24 de Ronaldo. O meia-atacante do Sevilla marcou um golaço de bicicleta aos 18 minutos (o quarto da seleção e o mais bonito) e um de cabeça aos 47, para fechar a conta. Antes, Ricardo Oliveira, do campeão Valencia, havia feito 3 a 0, aos 7, numa trama rápida e com dribles curtos, à la Ronaldo. Os catalães, mesmo sendo anfitriões generosos, também tiveram seus gols para comemorar. Gerrard aos 30 (de cabeça) e Sergio García aos 45 diminuíram. Pelo menos para dar um pouco de alegria a grande parte dos quase 84 mil torcedores que foram ao estádio se divertir.

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