Brasil joga pela liderança contra Uruguai

O Brasil joga neste domingo contra o Uruguai, às 17 horas (horário de Brasília), em Concepción, para ser o líder isolado do Grupo A do Pré-Olímpico. Como o Chile folga na rodada, um empate deixará a seleção em primeiro lugar. Mas o técnico Ricardo Gomes quer a terceira vitória, se possível com outro placar folgado, para que o time tenha chance de chegar à última rodada podendo jogar pelo empate contra os donos da casa para garantir a liderança da chave e a vaga no quadrangular final sem precisar passar pela repescagem. A única novidade no time deverá ser a manutenção de Wendell em lugar de Elano, que torceu o tornozelo esquerdo no primeiro tempo da partida contra o Paraguai. O que mais preocupa o treinador é o desgaste da equipe. O Brasil jogou quarta e sexta à noite e voltará a campo neste domingo à tarde, enquanto os uruguaios jogaram na primeira rodada e folgaram na segunda. "Fisicamente, vai ser um jogo muito sofrido para nós. Estamos trabalhando desde que acabou o jogo contra o Paraguai para recuperar os jogadores na medida do possível, mas o Uruguai estará mais inteiro. Além disso, a garra uruguaia dispensa comentários e com certeza eles vão correr muito." Apesar dessa preocupação, Ricardo acredita que a equipe vai evoluir - pelo menos enquanto tiver pernas. "Jogamos melhor contra o Paraguai do que contra a Venezuela, o que é natural para um time que não tinha feito nenhum amistoso de preparação antes da estréia. E tenho confiança de que vamos melhorar mais um pouco contra o Uruguai." A entrada de Fábio Rochemback no lugar de Daniel Carvalho surtiu o efeito que ele esperava. A defesa ficou mais protegida, o meio-de-campo recuperou mais bolas e o ataque não perdeu força, porque muita gente chegava de trás para encostar em Robinho e Dagoberto. E ele também ficou muito satisfeito com o rendimento de Wendell, que entrou no time aos 35 minutos do primeiro tempo. "Quando o Elano se machucou, eu tinha três opções: o Daniel Carvalho, para retornar à formação que começou contra a Venezuela e que também me agradou; o Paulinho, que tem muita velocidade; e o Wendell. Optei por ele por sua capacidade de jogar sem a bola e se concentrar muito na marcação. E ele foi muito bem, equilibrando o setor esquerdo." Ricardo não acredita que o Uruguai vai pegar pesado como fez o Paraguai na segunda metade do primeiro tempo, mas garante que se isso acontecer seus jogadores não vão perder a cabeça. Ele passou o recado para a molecada no intervalo do jogo de sexta, por ter sentido que o clima ficou tenso por causa das pancadas distribuídas pelos paraguaios com a conivência do árbitro peruano Gilberto Hidalgo. "Eles não foram desleais, mas foram duros. Senti que alguns dos nossos jogadores ficaram nervosos e no intervalo disse a eles que era para esquecer o juiz e jogar bola. Fizemos isso, decidimos o jogo em poucos minutos e depois controlamos a partida. A prova de que os meninos estavam com a cabeça no lugar é que o Wendell levou um soco no segundo tempo e não revidou." Pendura - Dois titulares entrarão em campo pendurados para a partida decisiva de quinta-feira contra o Chile: o zagueiro Edu Dracena e o atacante Dagoberto, que foram advertidos sexta-feira. Além deles, o reserva Paulinho também tem um cartão amarelo, recebido no jogo contra a Venezuela. Os cartões serão zerados para o quadrangular final, mas quem receber o segundo na última rodada terá de cumprir a suspensão automática.

Agencia Estado,

10 de janeiro de 2004 | 23h50

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.