Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Brasil lidera o desafio de acabar com a hegemonia europeia em Copas

Seleção é a maior força latina para tentar interromper sequência de três edições vencidas por representantes do Velho Continente

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

16 Junho 2018 | 05h00

Mais que a conquista do hexacampeonato, a seleção brasileira inicia neste domingo, 16, contra a Suíça, um desafio continental: acabar com a hegemonia europeia em Mundiais. Afinal, nas últimas três edições, os representantes do Velho Continente se sagraram campeões - Itália em 2006, Espanha em 2010 e Alemanha em 2014. Resta, portanto, além do Brasil, aos outros latino-americanos (Argentina, Uruguai, Peru, Colômbia, México, Costa Rica e Panamá) a missão de tentar diminuir o placar geral de conquistas, que, por enquanto, aponta os europeus em vantagem: 11 a 9.

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A julgar pelo otimismo de seus jogadores, o Brasil é o grande favorito a diminuir a diferença, pois, ao contrário de anos anteriores, os jogadores têm revelado uma confiança desbragada. “Tem de confiar, sonhar, não tem de segurar a onda, não. Pode falar que é brasileiro e pode sonhar. Estamos sonhando cada vez mais. Sonhar não é proibido”, disse um sorridente Neymar, domingo passado, depois da vitória por 3 a 0 no amistoso com a Áustria. 

Discurso semelhante apresentou o volante Paulinho, para quem o Brasil pode ser considerado um dos favoritos ao título na Rússia. “As expectativas para o Mundial são as melhores possíveis. A gente sabe das dificuldades, os adversários estão bem, mas estamos fazendo um grande trabalho, praticando um futebol competente e alegre”, afirmou. 

Mesmo sem a Itália na disputa, os europeus possuem um “time” grande de favoritos: os tradicionais alemães querem o bi consecutivo e o penta para se igualar ao Brasil. Os ingleses mostram um time renovado para levar para Londres o segundo caneco, ausente desde 1966. Os franceses correm por fora por mais uma taça sob a batuta de Pogba, Griezmann e Mbappé.

 

O emocionante empate por 3 a 3 nesta sexta-feira, 15, revelou as forças de espanhóis e portugueses. A Espanha compensa a troca de técnico com a presença de alguns remanescentes do título de 2010, além de apresentar jovens talentosos.

Campeão europeu, Portugal ainda depende quase que totalmente da inspiração do craque Cristiano Ronaldo para sonhar com uma campanha semelhante a de 2006, quando chegou às semifinais. E belgas e islandeses vão ter de provar em campo a promessa de assumir o papel de sensação da Copa.

Os sul-americanos vão com seu “trio de ferro” repleto de grandes jogadores que atuam em clubes europeus. Na quarta participação, Messi joga todas as suas fichas para enfim ganhar um Mundial e acabar com o jejum de 25 anos de seu país sem uma conquista internacional. Já a dupla uruguaia Suárez-Cavani conta com o entrosamento da Celeste para recuperar o título após 68 anos.

Em 40 semifinais disputadas na história das Copas, apenas um país invadiu o domínio europeu e sul-americano. Foi a Coreia do Sul. Esta é a 11.ª vez que a Copa é disputada na Europa. Apenas o Brasil, em 1958, na Suécia conseguiu um título no velho continente. É um desafio a mais para Neymar, Messi, Luis Suárez e companhia.

 

 

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