Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Brasil mostra defesa consistente para vencer a seleção peruana

Miranda e Gil, juntos pela primeira vez, neutralizam Guerrero

Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

18 Novembro 2015 | 07h31

Um dos pontos positivos da seleção brasileira na vitória por 3 a 0 sobre o Peru, na noite de quarta-feira em Salvador, foi o comportamento da defesa. Apesar de o adversário ter um atacante perigoso como Guerrero, o setor praticamente não correu riscos. O atacante não teve espaço para concluir jogadas e chegou a dar de recuar para tentar conseguir jogar. E isso embora a defesa brasileira tenha pouco entrosamento.

A dupla de zaga, por exemplo, formada por Miranda e Gil atuou junta pela primeira vez. O goleiro Alisson fez apenas sua terceira partida pela seleção. E nas três teve duplas diferentes a protegê-lo (Marquinhos e Miranda jogaram contra a Venezuela e David Luiz e Miranda enfrentaram a Argentina).

Alisson destacou o desempenho contra os peruanos. "A defesa foi consistente, não permitimos praticamente nada ele. Não corremos perigo e isso é importante", disse o goleiro do Internacional. Ele lembrou que foi uma situação bem diferente da vivida em Buenos Aires contra a Argentina, embora as circunstâncias fossem muito distintas.

Ao avaliar seu rendimento nos três jogos, Alisson se considera aprovado. "Avalio de forma positiva, o que me deixa feliz. Contra a Venezuela foi difícil por ser uma estreia e depois vem um clássico. Creio que fiz duas boas partidas e também entendo que fui bem agora."

Titular absoluto da seleção, Miranda garantiu não ter preferência de jogar pelo lado esquerdo, como fez contra o Peru, ou pelo direito da zaga. "Para mim é indiferente. O que importa é jogar, ainda mais na seleção, onde são poucos que têm essa oportunidade." Ele garantiu ter se sentido bem ao lado de Gil e destacou o fato de, no jogo na Fonte Nova, o Peru não ter tido uma chance clara de gol em bolas pelo alto.

Gil, por seu lado, tem consciência de que fez boa partida, espera ser mantido como titular, mas não se vê garantido por apenas uma atuação. "Não acho que está consolidada (a sua titularidade)." Mesmo porque, a seleção, agora, só volta a se reunir em março de 2016, para os jogos eliminatórios contra Uruguai e Paraguai. Por isso, Gil tem como objetivo primordial continuar saindo-se bem no Corinthians. "O que nos leva à seleção é o que fazemos no clube."

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