Brasil não tem unanimidade no gol

Nesta sexta-feira, é comemorado o Dia do Goleiro em homenagem ao Manga

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2013 | 08h12

SÃO PAULO - Quem é o melhor goleiro do Brasil? Faltando pouco mais de um mês para a Copa das Confederações, o Brasil não tem uma unanimidade para o gol. Ninguém pode-se se considerar dono absoluto da posição, como já foi um dia com Dida, Marcos e Taffarel, só para ficar nos exemplos mais recentes.

Nesta sexta-feira, é comemorado o Dia do Goleiro em homenagem a Aílton Corrêa Arruda, o Manga, que nasceu em 26 de abril de 1937 e é considerado um dos melhores da história.

Ex-goleiros consideram que o Brasil passa por um momento de transição de gerações, por isso a falta de um nome considerado confiável para vestir a camisa 1 da seleção. "Acho que até tem alguns destaques, mas não houve renovação. Muitas da época que jogaram comigo estenderam a carreira até a casa dos 40 anos, casos de Clemer, Rogério, Marcos, Sérgio, por isso demorou para ter a renovação", opina Velloso.

Para o ex-palmeirense, isso acaba prejudicando a seleção. "Goleiro é uma posição especial dentro do grupo, tem de ter confiança. É preciso definir logo essa posição. Na minha opinião o Julio Cesar não é o nome ideal. Ele já teve a chance dele, não foi muito bem e não vive um momento muito bom."

Valdir Joaquim de Moraes, é considerado o pai da preparação de goleiros no Brasil. Trabalhou em vários times e revelou goleiros como Rogério Ceni e Zetti. Na sua visão, o que falta para a nova safra de goleiros não é talento, mas são títulos de peso, que podem vir com a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. "Temos ótimos goleiros, mas para que um deles conquiste a mídia e a torcida precisa de título. Goleiro é uma posição diferente. Demora um tempo para amadurecer, conquistar confiança e espaço", avalia.

Um dos maiores ídolos do Palmeiras e percussor da tradicional escola de goleiros do Alviverde, Oberdan Cattani, aos 93 anos, também vê um futuro promissor. "O Brasil está bem servido, tem ótimos goleiros. O problema é que goleiro é um posição ingrata. Ele é o único que não pode falhar. A posição de goleiro foi a que mais se desenvolveu nos últimos anos e tenho certeza que novas revelações vão surgir".

O ex-goleiro são-paulino Zetti, campeão mundial com a Seleção em 94, também destaca o momento de transição "É muito legal essa evolução que o goleiro vem tendo no futebol, não só na técnica".

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