Wilton Junior/Estadão
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Brasil pega o México para assumir sua condição de grande do futebol

Seleção de Tite enfrenta 'hora da verdade' em jogo pelas oitavas de final da Copa nesta segunda-feira, às 11h

Almir Leite, Leandro Silveira, enviados especias /Samara, O Estado de S.Paulo

01 Julho 2018 | 23h00

A seleção brasileira passou pela primeira fase da Copa do Mundo com folga, apesar do susto inicial, mas tem nesta segunda-feira uma espécie de “hora da verdade”. Enfrenta o México pelas oitavas de final da disputa na Rússia, na Arena Samara, e precisa assumir sua condição de grande do futebol do planeta. Alemanha, Argentina e Espanha já fracassaram nessa tentativa. Portugal também se despediu. Itália nem veio ao Mundial. Diante de rival teoricamente inferior, cabe ao Brasil mostrar por que já ganhou cinco títulos e é o maior vencedor.

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A partida que começa às 11 horas (de Brasília) é eliminatória e, por isso, empate no tempo normal força a prorrogação de mais 30 minutos. Se necessário, haverá disputa por pênaltis para definir quem se classifica. Espanha e Rússia passaram por isso no domingo, assim como Croácia e Dinamarca – pelas oitavas.

Para Tite, a melhor maneira de a seleção confirmar o protagonismo, e o consequente favoritismo, é continuar no processo de evolução que vem ocorrendo de um jogo para outro. “Minha expectativa é que a equipe repita o padrão do último jogo, daí para mais. Na partida anterior (contra a Sérvia), todos os atletas tiveram excelente desempenho. Isso fortalece, diz. “Temos de reproduzir – no aspecto técnico, tático, físico e emocional – o padrão do jogo anterior, porque é decisivo.” 

Ele optou por escalar Filipe Luis na lateral-esquerda, pois Marcelo, apesar de recuperado do espasmo muscular que o tirou de campo aos 8 minutos da partida com os sérvios, poderia sentir o ritmo do jogo. Fagner ganhou posição na lateral-direita (Danilo ficará no banco). Tite também decidiu manter Willian e Gabriel Jesus no time.

 

Com isso, a seleção terá praticamente a formação que iniciou o duelo em que garantiu a classificação para as oitavas – 2 a 0 contra os sérvios. A manutenção é fundamental para a continuidade do processo de evolução que Tite tanto prega.

O México é considerado um adversário perigoso. Também por isso, nem Tite nem seus pares de comissão quiseram dar detalhes sobre a estratégia para superar a equipe de Juan Carlos Osorio. “Nesses aspectos táticos, vamos segurar um pouco as informações. Sei da qualidade do trabalho da seleção mexicana. Não vou trazer minuciosamente situações específicas.”

O Brasil tem planos de jogo. “A gente já tem o plano A e o plano B para esse jogo, e esperamos passar. O nosso objetivo é jogar bem”, acrescentou Thiago Silva, que nesta segunda será o capitão brasileiro pela segunda vez nesta Copa – ele também vestiu a braçadeira contra a Costa Rica.

O Estado apurou que os brasileiros esperam um México mais parecido com o que venceu a Alemanha por 1 a 0 na primeira rodada do que o que levou 3 a 0 da Suécia. Ou seja, acham que o rival vai jogar fechado, tentando especular quando tiver a bola. Contra os suecos, Osorio mandou seu time atacar e foi surpreendido.

Seja como for, o zagueiro Thiago Silva comenta que todo grupo tem consciência do que é necessário para a seleção se garantir nas quartas de final, e o que não poderá acontecer.

“Agora temos de errar o mínimo possível. Um erro pode custar caro, custar todo o trabalho feito nos últimos quatro anos. Será um jogo complicado, pelo que o México apresentou na primeira fase. Teve méritos para chegar até aqui”, disse o beque.

O fato de o adversário ser velho freguês do Brasil em Copas do Mundo – três derrotas e um empate em quatro jogos disputados na história – não ilude Tite. “Podemos usar os dados da maneira que convir”, avisa. Também procurou reduzir o peso de o jogo ser eliminatório. “Desde que empatamos o primeiro jogo, virou mata-mata.”

A realidade é que a seleção brasileira retomou a confiança após a vitória e a performance exibida contra a Sérvia, quando venceu por 2 a 0 com uma boa atuação, e não cogita a possibilidade de eliminação precoce que, se acontecer, vai representar o pior resultado do Brasil em uma Copa do Mundo desde 1990, na Itália, quando caiu nas oitavas de final ao perder para a Argentina por 1 a 0.

 

 

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