Brasil perde e está fora da Olimpíada

O Brasil está fora da Olimpíada de Atenas. A partida começou com uma lembrança, um minuto de silêncio, ao imortal Leônidas da Silva, o Diamante Negro, mas além de sua morte, o Brasil teria muito mais a lamentar 90 minutos depois. O Paraguai, sem dar pancada, sem se fechar lá atrás, fez um primeiro tempo impecável, marcou 1 a 0 e até merecia ter feito mais. Voltou fechado para a segunda etapa, mas a Seleção Brasileira Sub-23, apresentando futebol lastimável, não conseguiu o empate que a qualificaria para os Jogos Olímpicos.O Paraguai começou a partida marcando sob pressão, por cinco minutos só eles jogaram. Aos poucos, o Brasil foi tentando se soltar, mas os adversários dominaram a maior parte do primeiro tempo e o Brasil, quem diria, fechado, jogava apenas nos contra-ataques. Covardia demais para o País pentacampeão do mundo.O Paraguai tocava bem a bola e não precisou de muito para humilhar os brasileiros. Aos 16, por pouco o Brasil não levou o primeiro: Diaz chutou forte e Gomes ainda tocou na bola antes de ela acertar a trave.O Brasil acordou (um pouco) a partir dos 20 minutos. A melhor chance ocorreu aos 24, numa cobrança de falta com Alex. Ainda era insuficiente. A justiça foi feita aos 32 (o time de Ricardo Gomes em momento algum mereceu a vitória). De Vaca subiu sozinho depois de chuveirinho dentro da área e ficou fácil fazer 1 a 0. Aos 39 e aos 40 ainda tiveram duas chances seguidas e não ampliaram.O Brasil voltou melhor no segundo tempo. Dagoberto entrou no lugar do volante Paulo Almeida e agitou o time. O Paraguai, por sua vez, voltou a ser o time aguerrido do primeiro tempo e se fechou: o técnico Gustavo Méndez tirou o atacante Pablo Giménez e pôs um zagueiro, Alvarenga.A primeira chance de empate surgiu rápido, aos 3 minutos. Mas Dagoberto acabou perdendo ângulo ao tentar driblar o goleiro. Mais tarde, tentou encobrir o goleiro, errou de novo. O Brasil jogava um futebol medíocre demais para pensar em preciosismo. Não havia meio-campo, nem jogada ensaiada. Restava esperar que a sorte nos ajudasse. Aos 22, Daniel Carvalho fez linda jogada, foi derrubado na área pelo goleiro, mas o juiz ignorou o pênalti.O futebol dos garotos brasileiros não tinha o mínimo de objetividade. Daniel Carvalho, Dagoberto e Nilmar faziam o que podiam, mas sem sucesso. Perigo, apenas nas bolas paradas, todas na barreira. A maior parte dos lances terminavam em levantamentos sem destino para a área. Para fechar o jogo, Dudu Cearense errou um gol sozinho debaixo da trave e Edu Dracena foi expulso. Não era mesmo o Brasil que o País gostaria de ver na Olimpíada de Atenas.

Agencia Estado,

25 de janeiro de 2004 | 19h56

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